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Segundo debate para governo de PE tem troca de acusações de 'gabinetes do ódio', patrocínio de bets e empresa de ônibus

Por Redação 5News · · com informações de G1
Segundo debate para governo de PE tem troca de acusações de 'gabinetes do ódio', patrocínio de bets e empresa de ônibus

Segundo debate no Agreste reacende tensões entre principais candidatos ao governo de PE

A campanha para o governo de Pernambuco assistiu, na noite desta quinta-feira (17), a um segundo encontro entre os principais postulantes ao cargo de executivo estadual. O evento reuniu Ivan Moraes, representante do PSOL, João Campos, indicado pelo PSB, e Raquel Lyra, que disputa pelo PSD. O debate foi transmitido pela TV Nova Nordeste, em parceria com a Rádio Cultura de Caruaru e o Diário de Pernambuco, sendo realizado nas dependências do Centro de Convenções do Senac, localizado em Caruaru, no Agreste pernambucano. O programa iniciou-se por volta das 21 horas e contou com estrutura de quatro blocos temáticos, além de um tempo reservado para considerações finais de cada candidato. Participaram apenas postulantes de siglas com representação no Congresso Nacional.

Faltando pouco mais de vinte dias para o primeiro turno da eleição prevista para 2026, o encontro focalizou questões essenciais para o estado, como políticas públicas nas áreas de saúde, segurança pública, transportes e fornecimento de água potável. A escolha desses temas reflete as principais preocupações que os eleitores costumam manifestar em disputas estaduais, especialmente quando há oportunidade de avaliar críticas às gestões anteriores.

Momentos de tensão e acusações cruzadas

Os pontos mais acirrados do encontro envolveram particularmente João Campos e Raquel Lyra, quando ambos se acusaram mutuamente de manter estruturas coordenadas para disseminar conteúdo hostil em plataformas digitais. A disputa verbal também tocou em episódios práticos, como o desaparecimento de materiais pertencentes à campanha de Lyra e uma situação de tumulto que ocorreu durante evento público de Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência da República, realizado no Recife.

Raquel Lyra trouxe à tona acusações de que indivíduos vinculados à legenda de João Campos teriam sido presos no flagrante de subtração de pertences de sua campanha. Segundo ela, durante aquele episódio, pessoas portando uniformes que supostamente identificariam apoiadores seus compareceram a um ato político com objetivos que ela caracterizou como fraudulentos. "Durante os últimos dias, a política em Pernambuco ultrapassou limites que jamais deveriam ser ultrapassados. Acusações, incitações de violência, fake news no mundo real e no mundo virtual. Ontem, pessoas ligadas ao PSB foram detidas roubando material nosso, colocando militantes, supostamente nossos, com camisas roxas, mas que não eram ligados a nossa campanha pra participar, supostamente, de um ato de um candidato a presidente da República", declarou Lyra durante o debate.

Além desse confronto direto, o tema de investimento em eventos públicos por empresas de apostas online também figurou entre as contendas principais. Raquel Lyra e João Campos trocaram recriminações acerca dessa prática, indicando que se trata de questão relevante no debate político atual do estado. Do mesmo modo, questões ligadas à empresa de transporte Logo Caruaruense, que possui conexões familiares com Raquel Lyra, foram levantadas como evidência de possível favorecimento administrativo durante sua gestão anterior.

Apresentações e primeiras proposições

Na fase inicial do debate, cada candidato dispôs de dois minutos para se introduzir aos eleitores e responder a um questionamento central: por qual razão merecia ocupar o cargo de governador ou governadora de Pernambuco. Na sequência, jornalistas convidados direcionaram perguntas específicas aos candidatos, que tiveram dois minutos e meio para suas respostas. Um adversário teve então sessenta segundos para tecer comentários sobre o que fora respondido, estruturando assim um formato de confrontação ordenado.

João Campos enfatizou sua trajetória anterior, mencionando especificamente os cinco anos e seis meses em que permaneceu à frente da prefeitura do Recife, até o momento em que abdicou daquela posição para dedicar-se integralmente à campanha estadual. Ivan Moraes adotou um discurso voltado para renovação, argumentando que Pernambuco necessitava de um candidato que se diferenciasse do ciclo contínuo de lideranças estabelecidas e advindas de tradições políticas consolidadas, referindo-se criticamente à chamada "velha política".

Raquel Lyra, por sua vez, abordou os episódios recentes de confronto, em particular o tumulto ocorrido no evento de Flávio Bolsonaro no Recife, pedindo que as circunstâncias fossem investigadas a fundo. Ela reiterou também as acusações contra militantes do PSB relativas à subtração de itens de sua campanha, alegando que indivíduos não legitimamente associados a seu movimento utilizavam vestimentas de sua cor característica para criar a impressão falsa de apoio organizado.

Contexto político de Pernambuco

Para compreender plenamente o significado deste debate, é necessário situar o momento atual da política pernambucana. A eleição de 2026 marca um momento de disputa entre diferentes correntes políticas no estado, com candidatos que representam trajetórias distintas dentro do espectro eleitoral.

João Campos vem de background governista, tendo conduzido a capital estadual durante seus anos como prefeito do Recife. Seu afastamento daquele cargo para concorrer ao governo sugere confiança em sua capacidade de expandir sua influência para o âmbito estadual, embora tal movimento tenha implicações sobre a sucessão na gestão municipal.

Ivan Moraes, pelo PSOL, posiciona-se como alternativa aos grupos políticos tradicionais, argumentando por uma abertura a figuras que não façam parte dos núcleos de poder históricos do estado. Este discurso reflete um movimento mais amplo em certas parcelas do eleitorado que buscam distanciamento de dinâmicas políticas percebidas como estabelecidas e excludentes.

Raquel Lyra, como atual governadora pelo PSD, assume a defesa de sua gestão anterior e apresenta-se como força consolidada com experiência administrativa. Porém, seu governo enfrenta questões de reputação em relação a denúncias de favorecimento a empresas com ligações familiares, conforme evidenciado pelas menções à Logo Caruaruense durante o debate.

Os temas levantados refletem preocupações concretas da população pernambucana: as condições do sistema de saúde, os índices de violência urbana, a qualidade dos serviços de transporte e a garantia de acesso a água potável. Estes tópicos costumam concentrar as atenções eleitorais em campanhas estaduais.

Quanto aos chamados "gabinetes do ódio", trata-se de estruturas organizadas para disseminar conteúdo ofensivo e desinformação em redes sociais, frequentemente coordenadas por equipes contratadas ou voluntárias com objetivo de prejudicar reputações de adversários políticos. As acusações recíprocas sobre esta prática indicam que ela permanece como aspecto relevante na disputa política atual.

As apostas online em eventos públicos constituem tema de crescente preocupação em debates públicos, relacionadas a questões de dependência comportamental e impacto social. A menção deste tema durante o debate sugere que é questão que sensibiliza parcelas do eleitorado pernambucano.

O que acompanhar

Os próximos dias prometem desdobramentos dos temas ventilados durante este segundo encontro. A investigação das acusações de roubo de material de campanha pode ter consequências judiciais, dependendo de como autoridades competentes procedam. A questão do tumulto no evento de Flávio Bolsonaro aguarda ainda esclarecimentos, conforme mencionado por Raquel Lyra como necessário.

As críticas levantadas contra práticas de patrocínio de bets em eventos podem evoluir para propostas de políticas públicas ou normatizações que os candidatos apresentem durante a campanha. Igualmente, a questão do favorecimento à empresa de transportes permanece sob escrutínio e pode resultar em investigações adicionais ou posicionamentos dos candidatos sobre como lidariam com questões de conflito de interesse.

O calendário eleitoral segue apertado, com a proximidade do primeiro turno em pouco mais de três semanas. Novos debates e eventos de campanha certamente ampliarão este quadro de tensões e apresentações de propostas, possivelmente com maior aprofundamento em temas específicos ou surgimento de novas acusações e defesas. A arena pernambucana mostra-se particularmente competitiva neste ciclo, sugerindo que a disputa pode se manter acirrada até a conclusão da votação.

Principais pontos:

• Segundo debate entre Ivan Moraes (PSOL), João Campos (PSB) e Raquel Lyra (PSD) ocorreu em Caruaru com acusações mútuas sobre uso de "gabinetes do ódio" para ataques em redes sociais

• Raquel Lyra acusou PSB de roubo de material de campanha e uso fraudulento de uniformes em ato de Flávio Bolsonaro no Recife

• Candidatos debateram patrocínio de empresas de apostas online em eventos públicos e possível favorecimento à empresa de ônibus Logo Caruaruense ligada à família de Raquel Lyra

• Debate abordou propostas para saúde, segurança pública, transportes e abastecimento de água com pouco mais de vinte dias para o primeiro turno das eleições de 2026

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Matéria produzida pela Redação 5News com apoio de inteligência artificial a partir da apuração de G1 — os fatos do episódio vêm da matéria original; o contexto usa informação pública consolidada. Veja nossa política editorial. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1.

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