Dólar ronda R$ 5,15 e Bolsa sobe, com petróleo, Galípolo e Braskem no radar
O dólar começa a sessão desta segunda-feira ao redor da estabilidade, cotado a R$ 5,149, após recuar 1,4% semana passada. Com petróleo em queda no exterior, agentes de mercado aguardam fala do presidente do Banco Central e de CEOs dos maiores bancos do país em evento da Febraban (Federação Brasileira de Bancos). Investidores da Bolsa reagem ainda ao processo de recuperação extrajudicial da Braskem.
Dólar abre ao redor da estabilidade. A moeda dos Estados Unidos começou esta segunda-feira cotada no comercial para a venda a R$ 5,149, variação de mais 0,09% ante fechamento de ontem.
Na semana passada, a divisa oscilou entre R$ 5,14 e R$ 5,22. Dólar fechou na mínima, em movimento influenciado pelo retorno de alguma entrada de recursos externos na Bolsa após semanas de saldo líquido negativo.
Preço do petróleo abre semana em queda após rondar máximas em dois meses. O contrato futuro do Brent com vencimento em outubro cedia 1,5% por volta das 9h (horário de Brasília), cotado a US$ 91,31. Agentes de mercado seguem monitorando negociações entre Estados Unidos e Irã, para reabertura do trânsito pelo Estreito de Hormuz, rota marítima na costa iranizana por ondem escoavam 20% do fornecimento diário mundial da commodity antes da guerra.
Presidente de Banco Central e de maiores grupos financeiros são destaques em evento do setor. Gabriel Galípolo e os CEOs abrem Febraban Tech 2026 como foco na inteligência artificial. Os CEOs das principais instituições financeiras que atuam no Brasil vão mostrar como estão usando IA e agentes inteligentes para ganhar escala e gerar inovação sem abrir lacunas de segurança em um cenário de aceleração dos investimentos em tecnologia.
Mercado mantém previsões de inflação e juros, mas vê alta menor do PIB. No Boletim Focus,pesquisa semanal do Banco Central com uma centena de agentes de mercado, a mediana para a inflação medida pelo IPCA seguiu em 5,02% no fim deste ano, para a taxa básica de juros, para as expectativas mostraram que a taxa básica de juros ainda deve cair 0,25 ponto percentual neste ano, dos atuais 14% ao ano para 13,75% ao ano. Já para o crescimento, a projeção caiu para 1,85% em 2026. ante previsão de avanço de 1,98% na semana passada.
Fluxo de recursos externos pode ajudar Bolsa brasileira a sustentar reação. O Ibovespa, principal índice de ações da Bolsa do Brasil B3, alcançou três pregões de alta, após ter emendado 11 sessões seguidas de perdas. Segundo analistas, o fluxo de investidores estrangeiros, que respondem por cerca de 60% do giro de negócios na B3, sustentou a demanda por papéis de peso no indicador, como Petrobras e Vale na sexta-feira. Também houve a presença dos investidores locais institucionais, como fundos de pensão e grandes gestoras, que aportaram quase R$ 5 bilhões nas sessões da semana passada.
Petrobras subiu 5,2% semana passada. Na sequência seguida, as ações PN (preferenciais a dividendos) subiram de R$ 42,09 a R$ 44,30, acompanhando uma semanada de perço do petróleo resiliente e notícias sobre exploração no Brasil.
Vale emendou três pregões de alta.
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