Julgamento de acusado de planejar 11 de Setembro é marcado para 2028
Um tribunal militar dos EUA marcou para junho de 2028 o início do julgamento de Khalid Sheikh Mohammed, apontado como mentor dos ataques de 11 de Setembro, que mataram mais de 3.000 pessoas.
O juiz da Força Aérea dos EUA Michael A. Schrama definiu que o julgamento começa em 5 de junho de 2028. De acordo com a imprensa americana, ele considerou que a data pedida pela acusação, em janeiro de 2027, deixaria pouco tempo para resolver impasses do período pré-julgamento.
A decisão dá mais prazo para discutir o que pode ou não ser usado como prova no tribunal. No despacho, Schrama afirmou que o tempo extra é necessário para a "resolução de moções prévias sobre provas e cumprimento de determinações".
Mohammed vai a julgamento com outros três acusados de participação no plano. Eles são Walid bin Attash, Ali Abdul Aziz Ali e Mustafa al-Hawsawi, todos detidos na base militar de Guantánamo, em Cuba.
O processo pode voltar a atrasar se prazos e etapas não forem cumpridos. Um julgamento já havia sido previsto para 2021, mas acabou cancelado, e a Justiça militar dos EUA discute o caso há mais de duas décadas.
Khalid Sheikh Mohammed é acusado de desenvolver e dirigir o plano de sequestrar aviões e lançá-los contra alvos nos EUA. A acusação aponta que aeronaves atingiram as Torres Gêmeas, em Nova York, e o Pentágono, enquanto outro avião caiu em um campo na Pensilvânia. "Planejei a operação de 11 de setembro de A a Z", já teria dito o homem.
Preso em 2003, Mohammed está em Guantánamo desde 2006. A prisão foi criada em 2002, no governo George W. Bush, e hoje mantém cerca de 15 detentos.
O governo dos EUA tenta levar Mohammed a julgamento desde os anos seguintes aos ataques de 2001. As autoridades americanas classificaram o 11 de Setembro como "o ato criminoso mais flagrante em solo americano na história moderna".
Uma tentativa recente de encerrar o caso por acordo foi derrubada na Justiça. Uma corte federal de apelações anulou um acerto que permitiria a Mohammed e a dois coacusados se declararem culpados em troca de evitar a pena de morte e receber prisão perpétua sem liberdade condicional.
O acordo previa também que os réus responderiam a perguntas de familiares das vítimas. No entanto, depois de dois anos de negociação, o governo do então presidente Joe Biden recuou do entendimento.
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