Lindbergh pede proteção para suposta 'laranja' de advogado ligado a Flávio
O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) pediu à Polícia Federal, nesta terça-feira (20), que localize e ofereça proteção a Lídia Maria Figueiredo Mazelli, ex-administradora de empresas e imóveis ligados ao advogado Willer Tomaz , amigo do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL).
Willer é investigado pela PF no mesmo inquérito que apura suspeitas envolvendo Flávio . Lídia, por sua vez, é apontada como possível "laranja" do advogado.
O pedido, encaminhado ao diretor-geral da PF, solicita que Lídia seja localizada, tenha sua situação de segurança avaliada e seja ouvida no âmbito do inquérito que investiga Willer e Flávio, distribuído ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, em 16 de outubro.
Segundo Lindbergh, Lídia atuou como administradora e representante formal de ao menos 14 empresas ligadas a Willer. Entre elas estão a Alcazar Brasil e a Alcazar Holdings, empresa registrada na zona de livre comércio da Ilha da Madeira, em Portugal. O documento cita que, em um contrato com a Alcazar Brasil, a remuneração prevista para Lídia era de um salário mínimo.
O pedido também menciona uma declaração feita por Lídia em um inventário de 2019, quando afirmou ser "pobre na acepção jurídica do termo".
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Em entrevista ao ICL Notícias, em setembro, Lídia disse não trabalhar para o grupo e afirmou desconhecer as empresas em que figurou como sócia. "Acho que teve alguma confusão aí. Eu nem trabalho lá. Eu sou doméstica aqui", declarou ao portal.
O documento de Lindbergh cita ainda a participação de Lídia em outros negócios ligados a Willer. Em 2022, ela assinou como diretora-presidente da WT Administração uma escritura de aquisição de um imóvel em Ilha Comprida, em Angra dos Reis (RJ). Lídia também aparece como administradora da Friponor, empresa que detinha direitos de ocupação sobre a Ilha do José André.
O deputado também menciona informações sobre a relação entre a Alcazar Holdings e Flávio Bolsonaro. Segundo o relatório citado no pedido, o perfil de "usuário master" associado à empresa estava vinculado à conta do senador. Em 22 de maio de 2025, um funcionário do escritório de Willer solicitou ao Santander que a conta de Flávio fosse desvinculada daquele perfil, e o banco confirmou a alteração no mesmo dia.
Além do inquérito que apura suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo Flávio, o advogado é citado em outras investigações. Entre elas estão apurações relacionadas ao setor de apostas online e à Operação Sem Desconto, que investiga fraudes contra aposentados e pensionistas do INSS.
No pedido à PF, Lindbergh afirma que Lídia não tem sido localizada desde a entrevista ao ICL e solicita uma avaliação de eventuais riscos à sua integridade física e psicológica. O deputado pede que a polícia verifique endereços e avalie a necessidade de medidas de proteção e, caso os requisitos sejam atendidos, considere sua inclusão em um programa de proteção a testemunhas.
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