Auditoria da CGU revela falhas e dificuldades no atendimento odontológico em Plácido de Castro
Um relatório da Controladoria-Geral da União (CGU) identificou falhas na execução dos serviços de saúde bucal oferecidos pela Prefeitura de Plácido de Castro, no interior do Acre.
A auditoria que foi feita entre fevereiro e abril de 2025 e com resultado publicado no último sábado (14), apontou problemas que vão desde o cumprimento da jornada de trabalho das equipes até a falta de insumos e equipamentos, além de fragilidades na regulação dos atendimentos e na oferta de serviços especializados.
O trabalho avaliou a execução da Política Nacional de Saúde Bucal, por meio do programa Brasil Sorridente, considerando a estrutura das equipes, condições de atendimento, equipamentos, insumos, organização dos serviços e percepção de profissionais e usuários.
A avaliação mostrou que o município possuía oito Equipes de Saúde Bucal (eSB), todas cadastradas na modalidade I e com jornada registrada de 40 horas semanais.
Cinco equipes estavam vinculadas à área urbana e três à zona rural.
Entre agosto e outubro de 2024, o Fundo Nacional de Saúde transferiu R$ 232.323,77 ao município para o custeio dessas equipes.
Apesar do número de equipes, a CGU encontrou diferenças entre as jornadas cadastradas e o funcionamento efetivo dos serviços.
Na zona rural, a auditoria identificou descumprimento da carga horária registrada.
Na área urbana, também foi constatado pelo menos um caso em que a equipe trabalhava menos horas do que as oficialmente cadastradas, sem a existência de ato administrativo que justificasse a alteração.
Um dos casos, o horário registrado em uma unidade previa atendimento das 7h às 12h e das 14h às 17h.
No entanto, um usuário informou aos auditores, em 26 de fevereiro de 2025, que a equipe não atendia mais naquela unidade havia aproximadamente dois meses.
A informação foi confirmada durante uma visita realizada pela equipe de fiscalização dois dias depois.
Para a CGU, esse tipo de divergência pode comprometer a cobertura dos serviços de saúde bucal e produzir impactos no financiamento das equipes.
Outro achado envolveu o repasse de recursos federais para uma das equipes antes da publicação da portaria de credenciamento e homologação.
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