Por que fico exausto após o almoço? A ciência por trás da queda de energia da tarde
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Você acabou de almoçar e voltou à sua mesa, pronto para mergulhar no restante do trabalho do dia. No entanto, por volta das 15h, percebe que seus olhos começam a pesar. Logo, a única coisa em que consegue pensar é no quanto gostaria de tirar um cochilo.
A "queda de energia da tarde" (também chamada, às vezes, de "queda das 15h") é uma experiência comum. Trata-se daquela redução de energia que costuma ocorrer no meio da tarde.
Embora seja tentador culpar o almoço por essa súbita vontade de cochilar, a refeição não é a única responsável. Na verdade, a convergência de vários mecanismos biológicos distintos causa a queda de energia da tarde.
Parte da explicação começa muito antes do almoço. Desde o momento em que acordamos, nossa necessidade de dormir aumenta gradualmente. A adenosina —um composto orgânico envolvido na regulação do sono e da vigília— acumula-se no cérebro enquanto estamos acordados, contribuindo para nossa necessidade crescente de dormir, conhecida como "pressão do sono".
Ainda assim, não ficamos simplesmente cada vez mais sonolentos desde o café da manhã porque outro sistema atua em paralelo. Nosso relógio circadiano, que controla o ciclo de sono e vigília do corpo, produz ao longo do dia uma variação no estímulo para permanecermos acordados.
Durante a manhã, esse sistema ajuda a neutralizar o aumento da pressão do sono. Mas, no início da tarde, entramos em um período natural de maior propensão ao sono. Como a pressão do sono continuou aumentando, isso cria uma janela em que o cansaço se torna mais perceptível.
O almoço pode acrescentar outra camada a esse processo. Comer altera a comunicação entre o intestino, o metabolismo e o cérebro, que recebe informações sobre a distensão do estômago, os nutrientes e os hormônios intestinais.
O tamanho e a composição da refeição também podem influenciar nosso desempenho posterior. Almoços maiores têm sido associados a uma piora da atenção e a um aumento da sonolência após a refeição —embora não esteja claro se algum grupo alimentar específico, como gorduras, carboidratos ou açúcares, é o responsável.
Assim, um almoço farto pode acentuar a queda de energia, mas não há evidências convincentes de que um macronutriente específico seja culpado.
Ainda estamos tentando entender exatamente como a alimentação contribui para a queda de energia no meio da tarde, mas um candidato é o sistema de orexina do cérebro. As células nervosas produtoras de orexina no hipotálamo ajudam a manter a vigília. Essa região regula funções corporais básicas e é sensível a sinais metabólicos, incluindo a glicose.
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