Segurança Pública do Paraná mostra quais são as cinco fases da violência contra a mulher
Conhecer as fases da escalada da violência contra a mulher ajuda no combate ao problema.
No mês do Agosto Lilás que é voltado para a conscientização do combate a violência contra mulher, a Secretaria da Segurança Pública do Paraná (Sesp) alerta que a violência doméstica raramente começa de forma repentina com um ataque físico.
Na maioria dos casos, ela ocorre de maneira gradual, em um ciclo contínuo que se intensifica e se divide em etapas.
Relatório do TCE revela as regiões do Paraná que lideram casos de violência contra a mulher Compreender essa progressão é fundamental para reconhecer os primeiros sinais de perigo e interromper os abusos antes que eles se tornem fatais.
Para facilitar o entendimento dessa dinâmica, a evolução dos abusos pode ser comparada ao gráfico do iceberg: na ponta visível, acima da água, ficam as agressões explícitas e os crimes mais graves; já abaixo da superfície, na parte submersa, ficam escondidos os comportamentos do dia a dia.
É justamente por isso que muitas mulheres não se reconhecem como vítimas no início, é difícil perceber o perigo quando os abusos começam de forma sutil.
O ciclo pode ser dividido nos seguintes níveis: Nível 1 – A base cultural Esta é a fase inicial e mais sutil do ciclo.
Ela se alimenta de atitudes machistas presentes no cotidiano, manifestando-se por meio de piadas que desvalorizam as mulheres e da prática constante de ignorar suas opiniões, vontades e presenças.
Tratar esse tipo de desrespeito como algo normal cria um ambiente favorável para que comportamentos abusivos comecem a se instalar na rotina.
Nível 2 – A desestabilização emocional Nesta etapa, o agressor passa a focar na saúde mental da vítima.
Ele recorre a chantagens e humilhações, além de fazer com que a mulher se sinta responsável pelos conflitos e pelas agressões que sofre.
O agressor também distorce os fatos para fazer a vítima duvidar de sua própria memória e sanidade.
Nível 3 – A Perda de Liberdade e o Isolamento Conforme o ciclo avança, o controle sobre a vida da mulher torna-se mais rígido e invasivo.
O agressor passa a vigiar o celular, as redes sociais e as conversas da vítima.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.bemparana.com.br — o conteúdo pertence a Bem Paraná.