Carros e eletrodomésticos vão ficar mais baratos com IPI zero em 2027? Entenda
O anúncio do governo de que pretende zerar o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) reacendeu uma dúvida recorrente entre consumidores: produtos como carros, eletrodomésticos e eletrônicos ficarão mais baratos, assim como ocorreu em episódios passados de “IPI zero”? A resposta é não, pelo menos por enquanto.
O questionamento surgiu quando o ministro da Fazenda, Dario Durigan , anunciou que o governo federal editará um decreto zerando o IPI , para eliminar o acúmulo de créditos fiscais provenientes desse tributo na indústria.
O IPI é um tributo federal cobrado sobre produtos industrializados.
Historicamente, o imposto também foi utilizado pelo governo como instrumento de política econômica, com reduções temporárias para estimular a venda de automóveis, eletrodomésticos e outros bens duráveis em períodos de desaceleração da atividade.
Agora, porém, o contexto da redução é diferente.
O governo pretende zerar o tributo como parte da transição para a Reforma Tributária, que substituirá impostos atuais por novos tributos sobre consumo.
Por isso, na avaliação de especialistas ouvidos pelo InfoMoney , o IPI zero de 2027 não pode ser comparado às reduções temporárias do imposto adotadas em outros momentos da economia para estimular o consumo.
Segundo Andrea Damico, fundadora e economista-chefe da BuysideBrazil, a reforma foi desenhada para ser neutra do ponto de vista arrecadatório, o que, em tese, significa que a substituição do IPI pelos novos tributos não deveria provocar uma redução relevante da carga tributária total.
Leia mais: Como a Reforma Tributária deve mexer na estratégia de negócios das empresas “Trata-se de uma mudança estrutural do sistema tributário, e não necessariamente de uma redução efetiva da carga de impostos.
A reforma tende a não aumentar nem diminuir a carga.
O problema é que ainda não conhecemos as alíquotas definitivas dos novos tributos nem do Imposto Seletivo.
Sem isso, fica muito difícil fazer qualquer projeção sobre preços”, diz.
Nem as empresas conseguem calcular o impacto A falta de visibilidade sobre as novas regras também preocupa a indústria.
Em posicionamento enviado ao InfoMoney , a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) afirma que ainda não é possível estimar os efeitos da reforma para o setor porque as alíquotas da CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), do IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e do Imposto Seletivo (IS) ainda não foram divulgadas.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.