Agro cobra mudanças econômicas de Lula após reeleição; veja as prioridades
Representantes do agronegócio brasileiro reagiram à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e apresentaram uma série de reivindicações para o mandato que começará em janeiro de 2027.
Entre as principais demandas estão a responsabilidade fiscal, a redução dos juros, a segurança jurídica e a melhoria das condições para investimentos no campo.
As manifestações foram divulgadas após a vitória de Lula sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL), no segundo turno das eleições presidenciais, realizado no domingo (25).
Embora apresentem diferenças em suas avaliações políticas, as entidades defendem maior previsibilidade econômica e medidas que favoreçam a competitividade da produção agropecuária brasileira.
Organizações como a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), a Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) e a CropLife Brasil também destacaram a importância do diálogo com o próximo governo.
Faesp cobra responsabilidade fiscal e segurança jurídica A Faesp afirmou que respeita o resultado das eleições, mas defendeu mudanças na condução da política econômica brasileira.
A entidade considera que o próximo governo deverá buscar maior equilíbrio das contas públicas e adotar medidas para reduzir os custos enfrentados pelo setor produtivo.
Entre as prioridades apresentadas estão a simplificação tributária, sem aumento da carga de impostos, a redução sustentável dos juros e o controle das despesas governamentais.
A federação também destacou a importância da garantia do direito de propriedade e da estabilidade das regras que orientam a atividade agropecuária.
O presidente da Faesp, Tirso Meirelles, defendeu o diálogo democrático e afirmou que a participação da sociedade não deve terminar com o encerramento das eleições.
Durante a campanha, Meirelles declarou apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro.
Apesar da posição adotada na disputa presidencial, a entidade reconheceu o resultado das urnas e apresentou suas reivindicações ao governo reeleito.
Abag defende diálogo e planejamento de longo prazo A Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) cumprimentou Lula pela vitória e destacou a necessidade de construir uma agenda de desenvolvimento que ultrapasse os ciclos eleitorais.
A organização defendeu a pacificação política, o fortalecimento das instituições e a implementação de reformas capazes de melhorar o ambiente de negócios.
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