Patrimônio vai para as mãos do público em manhã de memória na Ary Coelho
Na Praça Ary Coelho, onde gerações de campo-grandenses já construíram memórias, a manhã desta segunda-feira (17) foi dedicada a olhar para aquilo que muitas vezes passa despercebido.
A abertura da Jornada do Patrimônio 2026 transformou um dos espaços mais tradicionais da Capital em ponto de encontro para quem queria conhecer, fazer e, principalmente, pensar sobre o que merece ser preservado.
Com o tema “Paisagens Culturais”, a Jornada segue até sábado (22), com exposições, oficinas, caminhadas históricas, atividades educativas, formações e simpósios gratuitos em Campo Grande e municípios do interior.
A programação busca aproximar a população do patrimônio cultural sul-mato-grossense, ampliando a ideia do que pode ser considerado parte da história de um lugar.
Para Melly Sena, diretora de Memória e Patrimônio Cultural da Fundação de Cultura, a proposta é justamente fazer com que as pessoas reconheçam como patrimônio elementos que já fazem parte do cotidiano.
“Temos fotos, lembranças e memórias e não vemos que isso é uma forma de patrimônio.
A gente olha o patrimônio como algo identificado, mas não os fazeres, os saberes, tudo que envolve a nossa memória e a nossa afetividade”, explica.
A escolha da Praça Ary Coelho para o chamado Dia “P” do Patrimônio não foi por acaso.
Segundo Melly, a praça é uma paisagem cultural justamente por ser um espaço de encontro e convivência.
Durante a manhã, o público acompanhou a apresentação do Grupo Maracangalha, participou de oficina de souvenir organizada pela Planurb (Agência Municipal de Meio Ambiente e Planejamento Urbano), assistiu à apresentação musical do grupo Aves Pantaneiras, da UCDB (Universidade Católica Dom Bosco), e à participação da Banda Municipal da Fundac (Fundação Municipal de Cultura).
Na oficina, uma das atividades que chamou a atenção foi a reprodução do relógio da Rua 14 de Julho.
A proposta, segundo Cristina Manvailer, gerente da Gerência de Patrimônio Histórico, é utilizar atividades práticas para aproximar principalmente o público mais jovem da história da cidade.
“A cidade é o nosso lugar, de cada um, então é a história de todos.
Cada um que tem a sua história tem a mesma importância”, afirma.
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