Vai pegar? Limite de velocidade na ciclovia gera dúvida em SP
As ciclovias da cidade de São Paulo terão limite de velocidade de 20 km/h para bicicletas elétricas, autopropelidos e patinetes a partir do dia 28 de agosto.
A portaria foi publicada na última semana , mas quem circula pela capital paulista ainda tem uma série de dúvidas principalmente sobre como se dará a fiscalização.
Em meio às incertezas, uma pergunta comum é: essa regra vai pegar? Como o Metrópoles mostrou no início de maio , existe uma disputa por espaço nas ciclovias de São Paulo com o aumento no número de bikes elétricas e autopropelidos (patinetes, pequenas scooters e até mesmo bicicletas elétricas que contam com aceleradores, possibilidade de rodar a até 32 km/h e motores de até 1.000 watts).
Na Faria Lima, por exemplo, a velocidade excessiva e as manobras arriscadas provocam discussões e brigas entre os usuários da ciclovia nos horários de mais movimento.
Em janeiro, entrou em vigor a resolução 996 do Conselho Nacional de Trânsito ( Contran ), que, basicamente, definiu o que é cada veículo, com suas principais características.
Regulamentar a circulação, porém, coube à prefeitura, por meio da portaria da semana passada, que também definiu onde se pode ou não circular, entre outras coisas.
Quais as novas regras para bicicletas elétricas e patinetes? Ciclovias e ciclofaixas na pista: bicicletas elétricas e patinetes podem circular a até 20 km/h.
Ciclofaixas em calçadas ou canteiros compartilhadas com pedestres: o limite é de 6 km/h.
Ciclorrotas: patinetes e equipamentos conduzidos em pé podem circular a até 20 km/h.
Ruas sem ciclovia ou ciclofaixa: bicicletas elétricas podem circular junto ao bordo da pista, no mesmo sentido dos carros, em vias com velocidade regulamentada de até 50 km/h.
Patinetes em ruas sem ciclovia ou ciclofaixa: só podem circular em vias com limite de até 40 km/h, respeitando a velocidade máxima de 20 km/h para o equipamento.
A reportagem apurou que a prefeitura deverá implementar a sinalização indicando velocidade máxima de 20 km/h, mas não haverá fiscalização efetiva nos mais de 700 km de estrutura cicloviária da capital paulista.
Ou seja, corre-se o risco de ser uma “lei para inglês ver”, como tantas outras.
Entre usuários das ciclovias, essa também é a percepção.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.metropoles.com — o conteúdo pertence a Metrópoles.