Programa Escola que Protege inicia ações de prevenção às drogas e violência em escolas de Roraima
O programa, cujo cronograma se estende até o mês de dezembro, realizará intervenções pedagógicas nas escolas do estado de Roraima (Foto: Nilzete Franco/FolhaBV) A Secretaria Estadual de Educação (Seed), em parceria com o Conselho Estadual de Políticas sobre Drogas (Conead) deu início nesta quarta-feira, 26, ao plano de ação pedagógico do Programa Nacional Escola que Protege.
Os alunos foram orientados na programação piloto realizada na Escola Estadual Jesus Nazareno de Souza Cruz.
O programa, cujo cronograma se estende até o mês de dezembro, realizará intervenções pedagógicas nas escolas do estado de Roraima.
A iniciativa entende a necessidade de trabalhar a política de enfrentamento às drogas e por meio de palestras, dinâmicas e atividades de reflexão positiva vem orientar alunos que tem sua realidade afetada diretamente pelo uso e abuso de álcool e outras drogas.
“Algumas escolas demandam um olhar mais atento da Secretaria de Educação, este é um programa nacional onde inserimos alguns parceiros como o Conead, a Polícia Federal e a Secretaria de Saúde e atuamos por meio da realização de atividades orientadoras onde conseguimos assim, oferecer um suporte que diversas escolas reconhecem”, afirma Francimeire Melo, psicóloga e assessora do Departamento de Educação Básica de Roraima.
De acordo com Maurício da Silva, gestor da Escola Jesus Nazareno, o projeto reflete tanto no ambiente escolar quanto nas famílias e representa apoio no dia-a-dia da comunidade, já que as orientações dadas auxiliam em questões comportamentais dos alunos e influenciam os mesmos a mudanças de postura.
A policial penal Adriana de Paula destacou que a participação do sistema prisional no Programa Escola que Protege busca aproximar os estudantes da realidade por trás do tráfico e do uso de drogas, evitando abordagens apenas proibitivas.
“A importância dessa palestra é levar aos adolescentes informações que muitas vezes chegam até eles de forma distorcida ou romantizada.
Quando o sistema prisional vem à escola, o intuito não é simplesmente dizer ao jovem que ele não deve usar drogas, mas mostrar o que existe por trás desse mercado e quem realmente se beneficia com a atuação das organizações criminosas”, disse.
“Como profissional do sistema prisional, tenho a oportunidade de conhecer essa realidade por outro ângulo.
Todos os dias nos deparamos com jovens que entram nas unidades prisionais e têm suas vidas destruídas pelas drogas, além de famílias impactadas e vínculos rompidos.
Por isso, considero fundamental levar essa realidade para dentro das escolas.
Roraima tem duas fronteiras internacionais e uma ligação terrestre com o estado do Amazonas.
Por isso, é um estado estratégico para o crime organizado”, acrescentou Adriana de Paula.
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