Flávio diz que Bolsonaro levou água ao Nordeste; obra começou com Lula
O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta 2ª feira (21.set.2026), durante carreata em Natal (RN), que o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), foi quem “finalmente trouxe água do São Francisco para o Nordeste” por meio do canal do Apodi.
O senador disse que governos anteriores, do PT, prometeram, mas não entregaram a obra.
“O Lula prometeu em 2009, não entregou.
Em 2014, a Dilma prometeu que ia entregar, também não entregou.
Precisou chegar o presidente Bolsonaro para que a água finalmente chegasse ao Nordeste.
Só aqui no Rio Grande do Norte foi mais de 1,4 bilhão de investimento nas obras da transposição do São Francisco” , declarou Flávio.
A afirmação, no entanto, simplifica a história da transposição do rio São Francisco, que começou 12 anos antes do governo Bolsonaro e já estava com a estrutura física majoritariamente concluída quando ele assumiu a Presidência, em 2019.
A ideia de levar água do São Francisco para o semiárido nordestino remonta ao Império.
A concepção de um projeto de transposição do rio pelo governo Fernando Henrique Cardoso, em 1998, é considerada o marco mais recente antes da retomada da obra.
Foi, porém, no fim do 1º mandato de Lula, em 2007, que a implementação de fato começou.
A licitação da obra foi lançada em 2007, com apresentação do projeto básico naquele ano e início efetivo das obras em 2008, com entrega inicialmente prevista para 2012.
O cronograma, porém, sofreu sucessivos atrasos e a obra avançou em etapas ao longo de mais de uma década, atravessando os governos Lula, Dilma Rousseff (PT), Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro (PL).
Bolsonaro concluiu obras remanescentes e tocou 2 ramais que não faziam parte do núcleo original executado nos anos anteriores: o Ramal do Agreste, de 71 km, e o Ramal do Apodi, de 115 km, que leva água ao Rio Grande do Norte (este último citado por Flávio Bolsonaro na fala em Natal).
A transposição total do rio São Francisco ainda não foi entregue.
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