Lula sela paz com Motta e Alcolumbre e abre caminho para pautas eleitorais
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) promoveu um almoço no Palácio da Alvorada nessa quarta-feira (26/8) para selar definitivamente a reaproximação com os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
O objetivo do encontro era destravar a tramitação de cinco pautas prioritárias do governo federal no Congresso Nacional, a menos de uma semana do esforço concentrado nas Casas Legislativas, entre 31 de agosto e 4 de setembro , quando serão realizadas sessões presenciais para deliberações e votações — as últimas antes das eleições gerais de outubro.
Lula buscava fechar um acordo com Motta e Alcolumbre para garantir que as matérias tivessem chance de avançar e até ser aprovadas até o fim do ano legislativo.
A reunião, que já havia sido anunciada na última semana pelo petista, surtiu efeito.
Logo após o encontro, os três fizeram um anúncio direto do Alvorada, residência oficial da Presidência da República.
Dois textos centrais para o governo, com potencial para se tornar mote eleitoral da campanha de Lula à reeleição, estavam há meses parados na Presidência do Senado: as Propostas de Emenda à Constituição (PECs) que preveem o fim da jornada de trabalho 6×1, de seis dias por um de descanso, e a da Segurança Pública, que altera a legislação sobre segurança pública no país.
As duas propostas aguardavam despacho de Alcolumbre para começar a tramitar nas comissões.
O destravamento dos textos pelo presidente do Senado estava condicionado à retomada das relações com o Palácio do Planalto.
Leia também Brasil Alcolumbre promete votação da MP da taxa das blusinhas na próxima semana Brasil Alcolumbre diz que CCJ deve votar PEC da Segurança e 6×1 na próxima semana Brasil Taxa das blusinhas: Motta anuncia avanço na comissão após reunião com Lula A relação entre Lula e Alcolumbre, que já vinha de desgastes anteriores, se deteriorou depois da rejeição, pelo plenário do Senado, da indicação do ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal ( STF ), no final de abril.
Foi a primeira vez desde 1894 que o Senado derrubou uma indicação do presidente à Suprema Corte.
Na época, Alcolumbre foi apontado como responsável por articular a rejeição de Messias.
Ele tinha preferência pelo senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG), que acabou preterido por Lula.
O episódio provocou uma fissura na relação entre os dois chefes dos Poderes, que durou cerca de três meses.
A reaproximação ocorreu apenas no início de agosto, em um jantar promovido pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, quando os dois retomaram o contato.
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