PT pede ao STF acesso à investigação sobre ACM Neto no Caso Master
A bancada do PT da Bahia e a federação PT-PCdoB-PV pediram ao STF acesso integral aos autos da investigação sobre o Caso Master, que envolve o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil), candidato ao governo baiano nas eleições de 2026.
A iniciativa ocorre após a Polícia Federal (PF) pedir autorização para busca e apreensão contra Neto recentemente na operação Overclean, mas o pedido ser negado pelo ministro Nunes Marques, atual presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
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1 de 3 ACM Neto Divulgação 2 de 3 ACM Neto Divulgação 3 de 3 ACM Neto, vice-presidente nacional do União Brasil, tenta voltar à disputa pelo governo da Bahia após a derrota de 2022 Reproduçã/União Brasil A petição do PT foi apresentada ao presidente do STF, Edson Fachin , e comunicada a outros ministros da Corte.
O partido diz que quer verificar o conteúdo integral da investigação e aferir se houve tratamento desigual na condução de apurações envolvendo diferentes grupos políticos.
O pedido do PT menciona a decisão de Fachin que determinou o levantamento do sigilo de procedimentos relacionados ao Caso Master.
O PT sustenta que os documentos relativos a ACM Neto permaneceram sob sigilo e pede que eles também sejam disponibilizados.
A legenda afirma que o próprio ministro André Mendonça , em decisão anterior, teria registrado a existência de tratativas e relatórios da PF envolvendo ACM Neto e Antônio Rueda , atual presidente do União Brasil.
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O pedido busca, segundo o PT, verificar se a condução da investigação respeitou os mesmos critérios adotados em relação a outros políticos.
Na petição apresentada a Fachin, o PT também estabelece uma comparação entre o tratamento dado às investigações envolvendo ACM Neto e o senador Jaques Wagner (PT-BA), que foi alvo de uma fase da Operação Compliance Zero em junho.
Na ocasião, Mendonça autorizou buscas e medidas cautelares contra Wagner e outros investigados.
Segundo o STF, a PF investigava suspeitas de uma possível atuação parlamentar de Wagner em favor de interesses do Banco Master em troca de vantagens indevidas.
O PT afirma que houve ampla exposição pública no caso envolvendo Wagner, enquanto informações relacionadas à investigação de ACM Neto permaneceram sob sigilo.
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