Agentes de IA ganham escala e pressionam empresas por mais governança
Empresas que tratam a inteligência artificial (IA) apenas como uma questão tecnológica erram o alvo.
Essa foi a avaliação central do painel “Decidir em tempo real, quando dados viram ação”, realizado nesta quinta-feira, 20 de agosto, no IT Forum Praia do Forte 2026.
A afirmação é do vice-presidente sênior da ServiceNow para a América Latina, Federico Grosso , que participou do debate ao lado do country manager da Databricks Brasil, Ricardo Buffon , e do ge rente-geral de ISG da Lenovo para a América Latina, Claudio Stopato .
“Resumindo, a estratégia de IA falha porque foca demais em IA”, afirma Grosso.
Para ele, o mercado chegou a um ponto de maturidade em que a conversa precisa migrar para segurança e governança.
O obstáculo que ele identifica nos clientes tradicionais está na organização interna.
“Fazer essa orquestração de silos não é trivial, porque cada silo tem uma governança e cada silo tem uma questão de segurança”, diz.
A ServiceNow trabalha com fluxos de trabalho há 20 anos, e agora esses fluxos passaram a incorporar decisão automatizada.
Agentes zumbis e torre de controle Os times corporativos viraram híbridos, com humanos e agentes dividindo tarefas, e a escala desse arranjo trouxe um problema novo de controle.
A resposta da ServiceNow atende pelo nome de AI Control Tower, uma camada que mostra onde estão os agentes, quanto eles gastam e o que cada um tem permissão de acessar ou decidir.
Na prática, segundo Grosso, a permissão nem sempre corresponde ao que acontece.
Ele compara a situação a um filme de zumbis.
“Estão todos parados, chega alguém, faz um gesto e o zumbi começa a se movimentar.
Em alguns casos, é muito real o que acontece com os agentes”, afirma.
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