‘Decision distress’: por que 85% dos líderes já se arrependeram de uma decisão
Nenhum executivo chega ao topo por acidente, mas uma pesquisa recente sugere que, uma vez lá, o cérebro trabalha contra ele. Um levantamento global da Oracle, com 14 mil executivos em diferentes países, identificou que 85% já se arrependeram ou duvidaram de uma decisão recente , fenômeno que a pesquisa batizou de decision distress . Outros 72% admitiram travar diante do excesso de dados ou da falta de clareza sobre o cenário.
O dado desmonta uma crença comum no ambiente corporativo: a de que cargos mais altos garantem julgamento mais seguro.
]Na prática, o oposto costuma ser verdade, e a explicação está menos na experiência acumulada por quem lidera e mais em como o cérebro humano processa risco, emoção e incerteza.
Decisões não nascem só no córtex pré-frontal , região ligada ao planejamento e controle de impulsos. Elas também passam pelo sistema límbico , onde emoções como medo e ansiedade são processadas.
Em cenários de pressão, esse segundo sistema tende a assumir o controle antes que a análise racional termine , o que explica por que decisões tomadas sob estresse costumam ser mais impulsivas ou mais evasivas do que o próprio executivo gostaria.
No Brasil, um estudo da consultoria Hogan Assessments identificou justamente esse padrão: líderes brasileiros submetidos a contextos instáveis tendem a adotar posturas impulsivas ou defensivas, o que compromete a qualidade das escolhas feitas sob pressão.
O problema não é exclusividade de mercados emergentes. O Global Leadership Forecast 2025, da consultoria DDI, mostra que 71% dos líderes relatam aumento significativo de estresse logo após assumir um novo cargo, e 54% dizem temer o próprio burnout .
É o retrato de uma liderança que decide o tempo todo, mas raramente com o corpo e a mente em condição ideal para isso.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em exame.com — o conteúdo pertence a Exame.