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UNICEF aponta falta de propostas contra violência infantil nos planos de governo da Amazônia Legal

ac24horas ·
UNICEF aponta falta de propostas contra violência infantil nos planos de governo da Amazônia Legal

Um levantamento do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) aponta que os planos de governo das candidaturas aos governos estaduais da Amazônia Legal abordam de forma limitada o combate à violência sexual e letal contra crianças e adolescentes.

Na região, a taxa de violência sexual contra pessoas de 0 a 19 anos é 23,3% superior à registrada no restante do país.

A análise considerou 16 planos de governo, correspondentes aos dois candidatos mais bem posicionados nas pesquisas de intenção de voto em cada um dos oito estados avaliados.

O critério permitiu examinar as propostas das candidaturas que, naquele momento, apresentavam maior presença na disputa eleitoral, sem abranger todos os concorrentes.

Planos de governo no Acre têm poucas propostas contra violência infantil No Acre, o levantamento analisou os planos de governo de Mailza Assis (PP) e Alan Rick (Republicanos), os dois candidatos mais bem posicionados nas pesquisas de intenção de voto consideradas pelo UNICEF.

O plano de Mailza registrou 48 menções a crianças e adolescentes, concentradas principalmente nas áreas de Saúde e Proteção Social.

O documento de Alan Rick também foi incluído na análise, que apontou a insuficiência de propostas concretas para enfrentar a violência contra o público infantojuvenil na região.

Apesar das referências à infância e à adolescência, o diagnóstico do UNICEF aponta que os planos avaliados na região apresentam insuficiência de propostas específicas para enfrentar a violência contra esse público.

Cenário nos demais estados O levantamento também identificou diferenças no número de referências à infância e à adolescência entre os estados: Amazonas: o plano de Omar Aziz (PSD) registrou 209 menções, enquanto o de Roberto Cidade apresentou nove.

Rondônia: Hildon Chaves teve 46 menções e Marcos Rogério, 44.

Roraima: o plano de Soldado Sampaio reuniu 40 referências, sendo 11 relacionadas à violência ou segurança pública.

O de Arthur Henrique registrou 17 menções, com seis ligadas a essas áreas.

Amapá: o plano de Clécio Luís apresentou nove menções ao público infantojuvenil.

Tocantins: o documento de Vicentinho Júnior registrou quatro referências, o menor número entre os planos destacados no levantamento.

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