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A flor de lótus que causa amnésia em 'A Odisseia' realmente existe?

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A flor de lótus que causa amnésia em 'A Odisseia' realmente existe?

Uma planta capaz de fazer alguém esquecer a própria casa, abandonar seus planos e desejar permanecer para sempre em um mesmo lugar parece coisa de ficção. E talvez seja. Mas há séculos pesquisadores tentam descobrir se o misterioso lótus descrito em A Odisseia , de Homero , poderia ter sido inspirado em alguma espécie existente no mundo real.

O enigma voltou aos holofotes com a nova adaptação cinematográfica dirigida por Christopher Nolan . Na obra original, Odisseu passa dez anos tentando retornar à ilha de Ítaca após a Guerra de Troia e, pelo caminho, enfrenta criaturas e situações que se tornariam algumas das histórias mais conhecidas da mitologia grega.

Uma delas é o encontro com os chamados comedores de lótus (ou lotófagos). Ao chegar a uma terra desconhecida, Odisseu e alguns companheiros experimentam o alimento oferecido pelos habitantes locais. Depois disso, perdem a vontade de voltar para casa e passam a desejar permanecer ali. Mas o que eles teriam consumido para provocar uma reação tão intensa?

O primeiro obstáculo para resolver o mistério está justamente no nome da planta. Ao ouvir a palavra lótus, é fácil imaginar a conhecida flor aquática associada, entre outras coisas, à cultura e à iconografia budistas. Entretanto, essa provavelmente não era a espécie à qual Homero se referia. "O 'lótus' da 'Odisseia' de Homero provavelmente não é a planta que a maioria das pessoas imagina hoje em dia", explica Cassandra Quave , etnobotânica da Universidade Emory, ao The New York Times .

Isso acontece porque, na Antiguidade, o termo tinha um significado muito mais abrangente. "A palavra 'lótus' na Antiguidade era usada para diversas árvores, arbustos e frutos silvestres. Era como 'cavala'" , afirma Greta Hawes , professora associada de história antiga da Universidade Macquarie, na Austrália . Ou seja: tentar encontrar uma planta específica apenas pelo nome utilizado no poema é praticamente impossível. Ainda assim, algumas espécies se destacam entre as hipóteses.

Uma das candidatas é a Ziziphus lotus , arbusto espinhoso encontrado no Mediterrâneo e no Norte da África e conhecido como uma espécie de jujubeira. A planta produz pequenos frutos arredondados que podem ser ingeridos frescos, secos ou utilizados em preparações fermentadas.

A localização também torna a hipótese interessante.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.terra.com.br — o conteúdo pertence a Terra.

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