Dino derruba sigilo de Dark Horse; PF mira Mário Frias e possível elo com PCC
O ministro Flávio Dino , do Supremo Tribunal Federal (STF), retirou neste domingo (13) o sigilo da investigação que apura suspeitas de desvio de recursos públicos e uso irregular de emendas parlamentares federais envolvendo a produtora Go Up Entertainment e o filme “Dark Horse” , cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Na decisão, tomada na PET 16.669 , Dino determinou a transferência imediata para a Polícia Federal (PF) de todo o material apreendido pela Polícia Civil de São Paulo durante a investigação — incluindo celulares, computadores e documentos — mesmo nos casos em que as perícias ainda estão em andamento.
Segundo os autos, a PF aponta o deputado federal Mário Frias (PL-SP) como “agente central” do suposto esquema investigado.
A apuração também registra uma linha investigativa que menciona possíveis vínculos da organização suspeita com o Primeiro Comando da Capital (PCC) .
A decisão amplia o alcance da investigação sobre o financiamento de Dark Horse e concentra na PF a análise do material obtido nas operações que envolvem empresas, agentes públicos e privados.
Dino determina transferência de provas e concentra investigação na PF O conjunto de documentos liberado por Flávio Dino reúne cerca de 5 mil páginas produzidas a partir da investigação da Polícia Civil de São Paulo envolvendo a produtora Go Up Entertainment e sua sócia, Karina Ferreira da Gama .
O ministro determinou que o secretário de Segurança Pública de São Paulo entregue à Polícia Federal “todo o material bruto extraído dos celulares” das pessoas físicas e jurídicas investigadas, além dos aparelhos, computadores e demais documentos apreendidos.
A ordem vale inclusive para materiais cuja perícia estadual já tenha sido iniciada ou ainda não tenha sido concluída.
Segundo Dino, havia risco de duplicidade de diligências e de adoção de medidas conflitantes caso as duas polícias continuassem trabalhando paralelamente sobre o mesmo acervo.
A Polícia Federal havia solicitado o compartilhamento do material em julho, mas a transferência ainda não estava completa porque parte dos arquivos dependia de extração e análise pericial.
A investigação está relacionada à PET 16.070 , aberta no Supremo para apurar a execução de emendas parlamentares federais destinadas a empresas de São Paulo.
Ao retirar o sigilo, Dino também citou a necessidade de evitar “vazamentos seletivos” de informações.
Investigação apura suposto esquema com recursos públicos e emendas Na decisão, Flávio Dino afirmou que os elementos reunidos até o momento indicam uma possível conexão entre diferentes frentes de investigação.
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