TH Joias, aliado de Flávio Bolsonaro e réu por ligação com o CV, guardava 200 kg de drogas, diz MPF
Uma sala com cerca de 200 kg de drogas é uma das principais evidências reunidas pelo Ministério Público Federal (MPF) contra o ex-deputado estadual Thiego Raimundo de Oliveira Santos, o TH Joias , denunciado por tráfico de drogas, organização criminosa, comércio ilegal de armas e corrupção ativa no âmbito da Operação Zargun.
Segundo a denúncia, imagens enviadas pelo próprio ex-parlamentar a integrantes da organização criminosa, além de conversas por WhatsApp e uma planilha de controle de pagamentos chamada “Pó amigo TH”, indicam sua participação no comércio de drogas.
O Tribunal Regional Federal aceitou a denúncia neste sábado (12), tornou TH Joias réu na Justiça Federal e manteve sua prisão preventiva, com determinação de transferência para uma penitenciária federal.
Para o MPF, o ex-deputado não atuava apenas como aliado da organização criminosa: fazia parte da estrutura operacional investigada.
MPF aponta três episódios de tráfico envolvendo TH Joias A denúncia apresentada pelo MPF atribui a TH Joias, aliado do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) , três episódios de tráfico de drogas nas modalidades de venda, depósito e oferta, além de acusações de organização criminosa, comércio ilegal de arma de fogo, 11 episódios de contrabando e 13 de corrupção ativa.
As acusações fazem parte da ação penal derivada da Operação Zargun, investigação que apura um esquema de tráfico internacional de armas provenientes do Paraguai para comunidades do Rio de Janeiro.
O episódio relacionado aos 200 kg de drogas ocorreu, segundo o MPF, em 21 de fevereiro de 2024.
Na ocasião, TH Joias teria enviado a Gabriel Dias de Oliveira, conhecido como Índio, imagens de uma sala repleta de sacos com entorpecentes e escrito: “Tem 200kg”.
Índio respondeu: “Isso não é bom de vender, não.” De acordo com a denúncia, a conversa indica que o ex-deputado mantinha o carregamento sob sua guarda para fins comerciais.
A peça do MPF, no entanto, apresenta uma divergência na identificação da substância: em um trecho menciona cocaína e, ao descrever as imagens, faz referência a maconha.
O primeiro episódio descrito pela acusação teria ocorrido em 8 de novembro de 2023.
Segundo o MPF, mensagens trocadas entre TH Joias e Índio indicam uma negociação envolvendo a venda de cocaína para uma pessoa não identificada.
A acusação afirma que o controle da dívida era feito por meio de uma planilha enviada por TH Joias a Índio.
O arquivo, chamado “Pó amigo TH”, é apontado pelo MPF como indício de que o ex-parlamentar participava da intermediação da venda e do controle dos pagamentos.
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