Auxiliar de Abel Ferreira critica o povo brasileiro
João Martins, auxiliar de Abel Ferreira, dirigiu o Palmeiras na vitória por 2 x 0 contra o São Paulo.
Não é a primeira vez que ele substitui o titular, constantemente suspenso por sua conduta indisciplinada junto à área técnica.
Desta vez, foram três jogos por chutar os microfones que ficam perto de seu local de trabalho.
Deveria agradecer porque na primeira vez, foram seis jogos.
O auxiliar lembrou das suas aulas na faculdade para buscar algum conceito sociológico, buscando defender o amigo e patrão.
Disse que lhe ensinaram o seguinte: “Há um estudo que diz que o futebol é a cara da sociedade do país.
O futebol da Noruega é a cara da sociedade da Noruega, o futebol de Portugal é a cara de Portugal e o futebol do Brasil é a cara da sociedade do Brasil.
Se olharmos para as notícias de hoje em dia…Está tudo dito”.
É muita arrogância, muita prepotência, é o olhar eurocêntrico.
Ele, uma vez, disse que o campeonato estava “inquinado” em favor de outro time, referindo-se à arbitragem.
Mas, se o futebol é a cara da sociedade de um país, se esta teoria fosse verdadeira, como seria a vida e o futebol em Portugal? As pessoas saem na rua chutando objetos quando estão descontentes? Achou o bacalhau salgado, chuta a mesa do restaurante? A presença de estrangeiros no futebol português seria muito contestada, como é a presença de imigrantes.
A sociedade portuguesa está legitimando o fascista André Ventura e seu partido, o Cheguei, que prega um Portugal sem imigrantes.
Seria bom lembrar também que o futebol português alcançou três grandes momentos: a Eurocopa de 2016, o quarto lugar na Copa de 2006 e o terceiro lugar na Copa de 1966.
Em apenas um, com Fernando Santos em 2016, foi dirigido por técnico português.
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