China defende soberania cubana e dos países da América Latina diante das pressões de Washington
A Embaixada da China em Cuba fez uma forte defesa da soberania na ilha e dos países da América Latina frente às pressões dos Estados Unidos contra as relações comerciais entre Pequim as nações da região.
Em comunicado, divulgado nesta quarta-feira (02/09) , a representação diplomática chinesa acusou políticos dos Estados Unidos de tratarem a América Latina como seu “quintal” e de retomarem princípios da Doutrina Monroe para tentar impedir a cooperação de Pequim com países da região.
“Recentemente, alguns políticos norte-americanos fizeram declarações exagerando ostensivamente as ameaças geopolíticas , aplicando manobras ideológicas e atacando sem fundamento a ajuda e a cooperação legítimas entre China e Cuba”, afirmou a chancelaria chinesa, representada na Ilha pelo embaixador Hua Xin.
Segundo Pequim, essas posições estão impregnadas da “obsoleta ‘Doutrina Monroe’” e de “preconceitos ideológicos da Guerra Fria”. A representação chinesa acusou esses políticos de ainda se apegarem ao que chamou de “velho sonho colonial” de que “a América pertence aos americanos”.
China defende soberania cubana e dos países da América Latina diante das pressões de Washington Granma
Para Pequim, essa concepção leva os Estados Unidos a considerarem o Hemisfério Ocidental como sua “propriedade privada e quintal”, sobre o qual poderiam exercer controle de acordo com seus interesses.
“A comunidade internacional sabe julgar o que é certo e o que é errado”, afirmou a representação diplomática, acrescentando que aquilo que deveria ser eliminado é “o hegemonismo e a política de poder, os bloqueios, as sanções e a política das canhoneiras” de Washington.
Segundo Pequim, “o direito dos países latino-americanos de escolher livremente seus próprios parceiros não deve sofrer interferência”. O governo chinês disse que continuará “apoiando firmemente a região na defesa de sua soberania nacional, de sua segurança e de seus interesses de desenvolvimento” e que “se oporá resolutamente à ingerência externa nos assuntos internos dos países da região”.
A embaixada não identificou nominalmente os políticos norte-americanos aos quais dirigiu as críticas. Dois dias antes, porém, o deputado republicano Carlos A. Giménez, da Flórida, havia defendido publicamente que a China fosse expulsa do Hemisfério Ocidental.
“A China comunista não tem lugar no Hemisfério Ocidental e deve ser expulsa”, escreveu Giménez no X na segunda-feira (31/08). O parlamentar também acusou Pequim de tentar “minar” os Estados Unidos em seu próprio hemisfério ao proporcionar uma “tábua de salvação” ao governo cubano.
Giménez, nascido em Cuba e representante do 28º distrito da Flórida, integra o Comitê Especial da Câmara dos Representantes sobre a China. Sua publicação compartilha a um artigo do analista Gordon G. Chang, publicado em 26 de agosto no jornal norte-americano The Hill , sob o título “ Don’t Let China Rescue Cuba ” (“Não deixe a China salvar Cuba”).
No artigo, Chang acusa Pequim de espionar Washington a partir do território cubano e pede ao governo Trump que tome providências contra a presença chinesa na ilha. Ele sugere que vôos saídos de ou para Cuba sejam restringidos.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em operamundi.uol.com.br — o conteúdo pertence a Opera Mundi.