Outubro Rosa: jovens sem histórico familiar também podem ter câncer
Outubro Rosa é uma campanha mundial de conscientização sobre a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama.
Dados do Panorama da Atenção ao Câncer de Mama no Sistema Único de Saúde (SUS) mostram que sete em cada dez mulheres de 20 a 29 anos diagnosticadas com a doença chegam aos estágios 3 ou 4.
O levantamento analisou dados públicos do Ministério da Saúde entre 2015 e 2025.Diante desse cenário, o portal A TARDE entrevistou a mastologista Rosana Simões, que explicou os fatores de risco, os sinais que não devem ser ignorados e por que não ter histórico familiar não significa estar livre da doença.Outubro Rosa reforça importância da atenção aos sinaisEmbora o câncer de mama seja mais frequente com o avanço da idade, mulheres jovens também podem desenvolver a doença.
Segundo Rosana, alguns fatores merecem atenção especial nessa faixa etária.“Nessa faixa etária, merecem atenção especialmente mutações genéticas hereditárias, como BRCA1, BRCA2, PALB2 e TP53; exposição à radioterapia no tórax durante a infância ou juventude e histórico pessoal de lesões mamárias de alto risco.” Rosana Simões - Foto: Divulgação A especialista também destaca fatores relacionados aos hábitos de vida.“Além disso, fatores como consumo de álcool, sedentarismo e excesso de peso também podem contribuir para o risco ao longo da vida.”O Outubro Rosa busca justamente ampliar a informação sobre a doença e incentivar a atenção à saúde das mamas.
Para as mulheres jovens, conhecer o próprio corpo e procurar avaliação diante de alterações persistentes pode ser especialmente importante.Quais sinais nas mamas merecem atenção?Segundo a mastologista, qualquer mudança nova e persistente deve ser avaliada por um profissional de saúde, independentemente da idade.“Qualquer alteração nova e persistente na mama merece avaliação médica.”Entre os sinais estão o aparecimento de caroço ou nódulo na mama ou na axila, áreas mais espessas ou endurecidas, mudanças recentes no tamanho ou formato da mama e alterações na pele.A especialista também cita retração da pele, inclusive com aspecto semelhante ao de casca de laranja, mudanças no mamilo e secreção espontânea, principalmente quando apresenta sangue.Alterações persistentes como vermelhidão, descamação ou feridas também devem ser investigadas.
Foto: Evellyn Teixeira | Ag A TARDE | Imagem gerada por IA Não ter histórico familiar elimina o risco?Não.
Esse é um dos principais alertas destacados por Rosana Simões.O histórico familiar é considerado um fator importante, principalmente quando há casos entre parentes de primeiro grau, como mãe, irmã ou filha.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em atarde.com.br — o conteúdo pertence a A Tarde.