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'Desafio dos sigilos': veja as diferenças das manifestações de Lula e Flávio sobre divulgação de dados

G1 Política ·

A corrida ao Palácio do Planalto entrou, na última semana de campanha eleitoral, em uma discussão sobre a divulgação de dados privados dos dois candidatos: Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).

Após Lula desafiar, no debate da Band e em entrevistas, Flávio a abrir os seus sigilos e os de familiares relativos aos últimos 8 anos, o senador fez uma contraproposta impondo novas exigências.

A tendência, contudo, é que nenhum dado pessoal seja divulgado.

E que as petições apresentadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) só sirvam como instrumentos a serem utilizados em discursos para eleitores e no próximo debate entre os candidatos.

O que propôs Lula? A defesa de Lula disse que o petista pode autorizar a liberação de seus sigilos bancário, fiscal e eletrônico referentes aos últimos 8 anos, desde que Flávio também o faça.

O documento de Lula estendeu a abertura de dados a familiares do petista, abrangendo: a esposa, Rosângela Lula da Silva (Janja); e seus cinco filhos: Lurian, Marcos Cláudio, Sandro Luís, Luís Cláudio e Fábio Luís, o Lulinha, que é alvo de apurações da Polícia Federal.

Lula condicionou a liberação de dados à exigência de que Flávio Bolsonaro autorizasse a divulgação de seus sigilos e também os de seus parentes diretos e empresas ligadas ao seu grupo.

Na manifestação protocolada pelo petista, a cobrança de transparência direcionada ao adversário abrangeu os seguintes familiares de Flávio: Jair Bolsonaro (pai) Rogéria Bolsonaro (mãe) Carlos Bolsonaro (irmão) Eduardo Bolsonaro (irmão) Jair Renan Bolsonaro (irmão) Fernanda Bolsonaro (esposa) Além dos parentes, Lula exigiu que o senador abrisse os dados de empresas ligadas a ele e ao seu grupo, incluindo: Flávio Bolsonaro Sociedade Individual de Advocacia All In One Corretora de Seguros Ltda Bravo Grafeno Tecnologia e Inovação Ltda Bolsonaro Digital Ltda Alcazar Holdings, empresa de propriedade do advogado Willer Tomaz — cujo centro da cobrança envolveu o registro de Flávio como "usuário master" em uma conta bancária da firma, investigada por suspeita de lavagem de dinheiro no âmbito de inquéritos no STF.

Qual foi a contraproposta de Flávio? Na manifestação enviada ao TSE, Flávio afirmou que até aceita abrir seus sigilos bancário, fiscal e telefônico dos últimos 20 anos, além de dados de seus familiares e de empresas de sua propriedade.

Contudo, a defesa do candidato do PL classificou a iniciativa inicial de Lula como uma "promessa vazia" e um "factóide", argumentando que a medida exigida pelo petista limitava-se aos últimos 8 anos e não abarcava possíveis irregularidades escondidas em nomes de terceiros.

Para que a liberação ocorra, o senador apresentou uma série de condições.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Política.

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