China fecha a torneira da carne brasileira e preço já começa a cair no supermercado
A freada da China nas compras de carne bovina brasileira começou a aparecer onde o consumidor mais sente: no supermercado.
Depois de meses de exportações em ritmo recorde, cortes populares ficaram mais baratos em julho — e o movimento pode estar apenas no começo.
Nos supermercados paulistas, o preço do acém caiu 3,90% no mês, segundo o Índice de Preços de Supermercados, elaborado pela APAS e pela Fipe.
A alcatra recuou 2,77%, o coxão mole, 2,45%, e o contrafilé, 1,76%.
Patinho e filé mignon também ficaram mais baratos.
A virada coincide com uma mudança brusca no principal destino da carne brasileira.
Em julho, a China recebeu 85,8 mil toneladas do produto, 47% menos do que no mesmo mês de 2025.
Os frigoríficos começaram a reduzir os embarques à medida que o país se aproximava da cota anual de 1,106 milhão de toneladas estabelecida por Pequim.
O mecanismo ajuda a explicar a pressão sobre os preços domésticos.
Acima da cota, a carne brasileira passa a enfrentar uma sobretaxa de 55%, além da tarifa normal de importação.
Diante do risco de mandar produto que chegaria à China já sujeito à tarifa maior, exportadores anteciparam o freio nos embarques.
Menos carne viajando significa mais produto disponível para disputar comprador no Brasil.
Continua após a publicidade E a pressão pode aumentar.
A cota chinesa, que ainda não havia sido efetivamente esgotada no início de julho, chegou ao limite no fim de agosto.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.