Vírus rouba contas do Claude para gastar créditos de usuários
Cibercriminosos estão usando programas espiões comuns, conhecidos como infostealers, para invadir contas do assistente de inteligência artificial (IA) Claude e consumir saldos pagos de assinantes.
O alerta partiu da desenvolvedora da ferramenta, a Anthropic , que enviou comunicados recentes aos clientes afetados para avisar que desconectou os acessos abertos e removeu os cartões de crédito cadastrados para evitar cobranças indevidas.
“Nossos sistemas detectaram essa atividade em sua conta e, por isso, removemos o cartão registrado e encerramos as sessões envolvidas para ajudar a bloquear novos acessos não autorizados”, afirmou a empresa de inteligência artificial na mensagem encaminhada aos usuários.
O método dispensa a descoberta de senhas ou a interceptação de códigos de verificação em duas etapas enviados por mensagem ou aplicativo.
O programa malicioso infecta o computador da vítima e clona os arquivos do navegador que comprovam que o usuário já estava conectado.
Com essas credenciais ativas, os invasores entram diretamente no perfil sem acionar os alertas tradicionais de segurança.
A desenvolvedora ressaltou que a invasão não decorre de falhas em seus servidores.
De acordo com o comunicado oficial enviado aos clientes, não há indícios de que o vírus tenha sido “relacionado ao Claude, instalado por meio do Claude ou vinculado a qualquer ação realizada dentro da plataforma”.
Objetivos do ataque O propósito central dos invasores é utilizar a capacidade de processamento dos planos pagos sem pagar nada por isso.
O serviço permite que assinantes comprem créditos extras de uso ou ativem recargas automáticas quando o limite contratado chega ao fim.
Em computadores infectados, criminosos esgotam a cota disponível e geram cobranças sucessivas no cartão da vítima enquanto a conta permanece ociosa.
Mensagem recebida via e-mail pelos usuários do Claude (Reprodução/Reddit) Além do prejuízo financeiro direto, os recursos roubados servem para abastecer outras atividades ilegais na rede.
O pesquisador de segurança Pieter Arntz, da empresa Malwarebytes, alertou que o poder computacional obtido amplia o alcance de fraudes digitais: “A capacidade roubada do Claude pode ser usada para escrever e aprimorar conteúdos de phishing e golpes, construir infraestrutura de campanhas maliciosas, desenvolver, modificar ou camuflar malware, aprimorar métodos de disseminação e analisar dados furtados”, explicou o analista.
As investigações ainda não identificaram como os criminosos espalham esses programas espiões nem se grupos específicos de profissionais são os alvos preferenciais.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.tecmundo.com.br — o conteúdo pertence a TecMundo.