A medicina precisa continuar fazendo perguntas – por Mauricio Younes Ibrahim
Todo médico já vivenciou os limites do conhecimento da medicina ao cuidar dos seus pacientes, mesmo quando aplicou adequadamente o que aprendeu, utilizou as melhores evidências disponíveis e adotou a conduta terapêutica preconizada.
Há situações em que o conhecimento existente simplesmente não nos oferece todas as respostas.
Nestes momentos, a prática médica se encontra com a pesquisa no empenho comum pela vida humana.
As dúvidas despertam a curiosidade científica, transformam-se em perguntas, em hipóteses, geram investigações científicas e podem produzir conhecimentos capazes de modificar o cuidado de muitos pacientes.
E a evolução da medicina depende da geração de novos conhecimentos.
A ciência não avança apenas pela aplicação do que já sabemos e ela evoluiu, sobretudo, quando reconhecemos seus limites e formulamos perguntas para as quais ainda não temos respostas satisfatórias.
Paradoxalmente, vivemos uma época em que nunca tivemos tantas respostas ao nosso alcance, mas a própria facilidade para encontrá-las pode inibir novas perguntas originais.
O risco geracional é confundir acesso à informação com aquisição de conhecimento.
Na medicina, a informação somente se transforma em conhecimento quando encontra o pensamento crítico, para que então seja traduzida em benefício dos pacientes.
A história mostra a importância da medicina experimental no pensamento médico.
Ferramentas científicas disponíveis em diferentes épocas ampliaram a nossa capacidade de interrogar a natureza.
Aos estudos in vivo somaram-se abordagens in vitro e, mais recentemente, investigações in silico, realizadas com modelos matemáticos computacionais, etapas que formam estratégias complementares.
Observamos os fenômenos nos organismos vivos, investigamos mecanismos em condições experimentais controladas e construirmos modelos capazes de integrar grandes volumes de dados, simulando eventos biológicos e explorando múltiplas hipóteses.
Em consequência, ampliamos extraordinariamente o poder da investigação médica, mas a Inteligência Médica continua sendo essencial para reconhecer os problemas e formular as perguntas relevantes.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em futurodasaude.com.br — o conteúdo pertence a Futuro da Saúde.