Acampamento inusitado prepara guaxinins órfãos para enfrentar vida selvagem
Filhotes de guaxinim órfãos ou resgatados no Mississippi, nos Estados Unidos, estão passando por uma espécie de "acampamento de treinamento" antes de serem devolvidos à natureza. No Woodside Wildlife Rescue, os animais aprendem a procurar comida, nadar, fugir de predadores e até evitar armadilhas e seres humanos.
O programa é chamado pelos responsáveis de "Raccoon Boot Camp - acampamento de treinamento para guaxinins". Ele tenta reproduzir parte dos ensinamentos que os filhotes receberiam das próprias mães. Muitos chegam ao centro com apenas algumas semanas de vida depois de serem separados delas por acidentes de trânsito, tempestades ou outras situações traumáticas.
O centro já recebeu 76 filhotes de guaxinim neste ano. A instituição fica em Pass Christian, no sul do Mississippi, e também atende outras espécies silvestres da região. "Quando esses filhotes chegam, tão desesperados, é de partir o coração", disse a fundadora Paula Woodside à AP News. "É muito importante que eles tenham uma pequena vantagem para começar."
Os guaxinins mais novos passam inicialmente por cuidados dentro das instalações do centro e são alimentados com mamadeiras. Depois de crescerem e receberem vacinas, começam a passar mais tempo em áreas externas.
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É nesse momento que entram as "aulas" práticas. Em uma propriedade com campos, mata, lagos e um rio nas proximidades, os reabilitadores mostram aos animais onde procurar alimento e como reconhecer aquilo que pode ser comido.
Em entrevista à emissora WLOX, Woodside explicou uma das técnicas usadas no treinamento. "Levamos eles para o meio da mata com minhocas nos bolsos", disse Paula Woodside. "E imitamos a mãe encontrando uma fonte de alimento no chão. Colocamos as minhocas ali e demonstramos muita empolgação. Chamamos a atenção deles. Então eles entendem. Começam a cavar e aprendem que há comida ali."
Os responsáveis também abrem pinhas e bolotas diante dos filhotes para mostrar onde há alimento.
Eles não sabem automaticamente que o interior de uma bolota é comestível. Eles não sabem que é preciso retirar as partes pontiagudas de uma pinha e que há sementes ali dentro. Não queremos mantê-los em uma gaiola até o dia da soltura e depois simplesmente soltá-los esperando que consigam sobreviver. Raquel Priest, à WLOX, diretora do centro
A água também é parte do programa. Os filhotes praticam em piscinas rasas e depois são levados a um lago, onde aprendem a se movimentar com segurança.
Embora guaxinins sejam naturalmente capazes de nadar, os reabilitadores consideram importante que os animais estejam acostumados à água. O sul do Mississippi é uma região sujeita a furacões, e saber atravessar áreas alagadas pode aumentar as chances de sobrevivência.
Os animais ainda são treinados para reagir a sinais de perigo. Woodside e Priest reproduzem um som usado pelos guaxinins em situações de ameaça, fazendo os filhotes correrem para as árvores.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.