“Teto de 12 anos é garantir impunidade”, diz advogado da Ficha Limpa
O advogado Marlon Reis, um dos idealizadores da Lei da Ficha Limpa , criticou as mudanças do Congresso na legislação que estão sendo julgadas no Supremo Tribunal Federal (STF) .
Para ele, são formas de “garantir a impunidade” de políticos que cometeram crimes.
Na sexta-feira (21/8), o ministro Gilmar Mendes, do STF, devolveu a vista da ação protocolada por Reis , como advogado do partido Rede Sustentabilidade , para revisar as mudanças promovidas pelos parlamentares sobre o texto original da legislação.
No entanto, Reis vê problemas na divergência que pode ser aberta por Mendes em dois pontos do voto da relatora, ministra Cármen Lúcia.
Como revelou a coluna, o decano do STF estuda apresentar divergências em dois pontos do voto da relatora .
O primeiro é sobre o acúmulo de penas em crimes de improbidade administrativa, que teria um teto de 12 anos de inelegibilidade.
O segundo trata do marco inicial da contagem desse prazo.
As mudanças já haviam sido aprovadas pelo Congresso no ano passado e foram sancionadas pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) .
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O voto de Cármen Lúcia determina que não exista um prazo máximo.
O entendimento da relatora coincide com a posição do advogado Marlon Reis.
“Esse teto de 12 anos não faz sentido.
Se tem várias condenações, é porque houve vários crimes cometidos contra a administração.
Então, que cumpra por cada um deles separadamente”, diz Reis.
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