Telegram detalha plano contra desinformação nas eleições de 2026
O Telegram apresentou ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) um plano de conformidade para as Eleições Gerais de 2026, que reúne medidas adotadas pela plataforma para prevenir e combater desinformação, conteúdos ilícitos, mensagens em massa (spam), automação abusiva e uso de identidades falsas durante o período eleitoral.
O documento também detalha os mecanismos para o cumprimento de determinações da Justiça Eleitoral.
Eis a (PDF – 300 kB).
Entre as iniciativas está a moderação de conteúdos, contas, grupos, bots e canais.
De acordo com o documento, a plataforma poderá remover materiais potencialmente ilegais, restringir ou excluir contas que estejam em desacordo com o plano de conformidade e utilizar marcadores para alertar os usuários sobre possíveis fraudes ou conteúdos falsificados.
O fluxo de moderação poderá ser alimentado tanto por denúncias de usuários quanto por detecção interna da plataforma.
O documento cita ainda a adesão do Telegram a um memorando de entendimentos firmado neste ano com o TSE, voltado ao recebimento de notificações sobre conteúdos classificados pelo Tribunal como desinformação.
A apresentação do plano atende à Resolução TSE 23.610 de 2019 e à Portaria TSE 463 de 2026 .
Segundo a empresa, as medidas abrangem apenas as funcionalidades públicas do serviço, como grupos e canais.
As comunicações privadas permanecem protegidas e não são monitoradas.
PREVENÇÃO E PROTEÇÃO DE DADOS Entre as medidas de segurança já adotadas pelo Telegram e que atendem às determinações para as Eleições 2026 estão a exigência de conta vinculada a número de telefone confirmado, a restrição de quem pode iniciar contato e a limitação da possibilidade de localizar usuários.
A plataforma também oferece recursos para que os usuários ocultem o perfil de desconhecidos e bloqueiem mensagens indesejadas.
No acesso às contas, o Telegram utiliza senha de uso único enviada no momento do login e a verificação em duas etapas.
A plataforma também mantém, entre suas medidas de segurança, uma ferramenta usada para atribuir selos de verificação a autoridades e organizações reconhecidas.
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