Lula tenta reagir à direita e lança ação contra crime organizado no RJ
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lançou nesta 6ª feira (18.set.2026), no Rio de Janeiro, uma ação de segurança que integra forças federais, estaduais e municipais.
O modelo estabelece o compartilhamento de inteligência entre a Polícia Rodoviária Federal, a Força Nacional, as polícias do Estado e a Força Municipal da capital fluminense.
Pressionado pela direita, que transformou o combate às facções em uma de suas principais bandeiras, Lula tenta apresentar uma agenda própria para o setor e associá-la a ações já adotadas em seu governo.
A segurança pública é uma das maiores preocupações do brasileiro.
O presidente definiu 3 eixos para essa ação no Rio de Janeiro: sufocar a logística e a mobilidade do crime, retomar territórios dominados por facções e fortalecer a capacidade das cidades de enfrentar o crime.
O presidente chamou a iniciativa de “plano piloto” .
Disse que, se der certo no Rio, “vai dar certo em todo o território nacional”.
A estratégia se divide em: corredores logísticos – parceria do Ministério da Justiça com o Estado.
Inclui pressão nas divisas com SP, MG e ES e nas vias da região metropolitana: av.
Brasil, linhas Vermelha e Amarela, Porto e Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro (Galeão); reocupação territorial – política estadual, também firmada com o Estado.
Estabelece inteligência territorial, apoio tático, inteligência financeira e ações sobre mercados explorados pelo crime; capacidade municipal – parceria com a prefeitura para formar a Força Municipal, elite da Guarda Municipal.
O QUE FOI ASSINADO O ministro da Justiça, Wellington César Lima, afirmou que foram firmados acordos de cooperação técnica com o governo do Estado e com a prefeitura.
Segundo ele, os acordos têm duas frentes: qualificação – a Guarda Municipal terá 386 novos integrantes treinados pela PRF, além dos 600 já formados; corredores estratégicos – rodovias e vias logísticas terão policiamento conjunto de PRF, Força Nacional, polícias Militar e Civil e guardas municipais.
O prefeito Eduardo Cavaliere (PSD) disse que o Rio foi a 1ª cidade a integrar o Sistema Nacional de Inteligência.
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