Conta de luz: bandeira tarifária para setembro será amarela; veja de quanto é o adicional
De janeiro a abril deste ano, a bandeira tarifária permaneceu verde, tendo em vista as condições favoráveis à geração de energia no País. No fim de maio, houve prognóstico de bandeira vermelha patamar 1, o que corresponde a um custo adicional de R$ 4,463 a cada 100 quilowatt-hora (kWh) consumidos, segundo projeções iniciais da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).
O prognóstico mudou. No momento, a CCEE projeta que a conta de luz deve permanecer na bandeira amarela até novembro. A partir de dezembro, com o fim do período seco, a tarifa de energia elétrica deve seguir para a bandeira verde.
A manutenção da bandeira amarela reflete a melhor condição hidrológica do Sistema Interligado Nacional (SIN). Segundo dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) , o volume de água que chega aos reservatórios das hidrelétricas (Energia Natural Afluente) ficou em 243% da média histórica em agosto.
Já os percentuais de Energia Armazenada (EAR), indicador que reflete o nível dos reservatórios, apontam o subsistema Sul com maior porcentual, 93,6%. Na sequência, vem a região Norte, 75,6%; a Nordeste, 69,2%; e a Sudeste/Centro-Oeste, 55%.
Além do risco hidrológico (GSF), gatilho para o acionamento das bandeiras mais caras, outro fator de peso é o aumento do Preço de Liquidação de Diferenças (PLD) - valor calculado para a energia a ser produzida em determinado período.
As autoridades do setor elétrico estão olhando há meses para os efeitos esperados com o fenômeno do El Niño . Se concretizado, este cenário climático prevê menor disponibilidade de energia produzida na região Norte do País e aumenta a carga do sistema elétrico devido à elevação das temperaturas e ao consequente crescimento do consumo de energia.
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, liberou em julho a antecipação do início do suprimento de cinco contratos vencedores do Leilão de Reserva de Capacidade na forma de Energia (LRCE 2022) e do Leilão de Reserva de Capacidade na forma de Potência (LRCAP 2026). Isso garantirá 1,8 gigawatt (GW) adicionais ao Sistema Interligado Nacional (SIN) a partir de 1º de setembro, segundo as informações apresentadas.
Na semana passada, o diretor-geral da Aneel, Sandoval Feitosa, detalhou as medidas de prevenção. Com o chamado super El Niño, as distribuidoras de energia elétrica estão reforçando os planos de contingência para lidar com eventuais eventos extremos do ponto de vista climático.
Pela previsão do setor, será o maior El Niño da história, com 95% de probabilidade de impacto forte entre outubro e dezembro. A Aneel comunicou ao Tribunal Superior do Eleitoral (TSE) que o setor está em cenário de contingenciamento. "Não vejo (risco para eleições) . Claro, temos ainda um mês e meio", complementou em conversa com jornalistas após a abertura do evento "Super El Niño e a Resiliência do Setor Elétrico Brasileiro".
Foi informado ainda que os geradores de energia dos sistemas isolados do Norte (não conectados ao sistema elétrico) deverão receber antecipadamente os recursos da Conta de Consumo de Combustíveis (CCC) para que ocorra estoque de combustível na região.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.terra.com.br — o conteúdo pertence a Terra.