Alckmin defende corte mais rápido dos juros e melhora da relação dívida/PIB
O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, afirmou nesta segunda-feira (31) que o País precisa combinar controle de despesas com crescimento econômico para melhorar a trajetória da dívida pública.
Durante participação em evento do BTG Pactual, ele também defendeu uma redução mais rápida da taxa básica de juros e disse que o principal desafio fiscal é melhorar a relação entre dívida e Produto Interno Bruto (PIB) sem comprometer a atividade econômica.
Ao tratar do cenário fiscal, Alckmin disse que a questão central é elevar o PIB enquanto as despesas são contidas, com o objetivo de melhorar a relação dívida/PIB.
Segundo ele, uma estratégia baseada apenas em cortes, com queda da atividade, não resolveria o problema fiscal.
O vice-presidente afirmou ainda que o ambiente internacional é mais desafiador do que em outros ciclos de crescimento, em razão de conflitos geopolíticos, desaceleração econômica global e pressões inflacionárias.
Mesmo assim, avaliou que o Brasil tem condições de avançar ao mesmo tempo no controle dos gastos e na expansão da economia.
Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo : siga o Canal Rural no Google News! Nesse contexto, Alckmin citou vantagens competitivas do País em segurança alimentar, energia limpa e minerais críticos como fatores capazes de atrair investimentos e sustentar o crescimento nos próximos anos.
Também defendeu a estratégia do governo de buscar resultados primários positivos.
Na política monetária, Alckmin afirmou que os juros elevados são um obstáculo para a economia e disse que o Banco Central deveria acelerar o ritmo de flexibilização.
Ao comentar a inflação, acrescentou que nem todas as pressões podem ser combatidas por meio da taxa de juros.
Como exemplo, citou oscilações nos preços dos alimentos associadas a eventos climáticos e altas do petróleo provocadas por tensões geopolíticas.
Segundo ele, a elevação dos juros não resolve problemas ligados à oferta agrícola nem altera o comportamento do mercado internacional de energia.
Alckmin também defendeu a continuidade de medidas voltadas ao crescimento econômico e destacou a regulamentação da reforma tributária como uma das principais agendas do próximo mandato.
Na avaliação dele, a simplificação do sistema tributário pode elevar a eficiência da economia, estimular investimentos e ampliar a competitividade das exportações brasileiras.
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