Preços do petróleo sobem com guerra da Ucrânia no radar
Preços do petróleo avançam nesta segunda-feira (12), com mercados digerindo falas de Donald Trump sobre Rússia e Ucrânia terem concordado interroper ataques à instalações energéticas, apesar de Kiev já afirmar que Moscou violou os termos.
Mais cedo, o Kremlin rejeitou a proposta de um cessar-fogo de 60 dias feita pelo presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, para permitir que seu país realizasse eleições presidenciais, afirmando que, em vez disso, buscava um acordo de paz abrangente .
Ao mesmo tempo, notícias de novos ataques de houthis na Arábia Saudita impedem um alívio maior na cotação, pressionando preços para acima de US$ 100.
Leia Mais Mercados na Ásia fecham sem direção única com acordo EUA-Rússia Bolsas da Europa avançam com bancos e à espera de balanços Opep reduz expectativa da demanda para 400 mil barris por dia em 2026 Por volta de 8h40, o barril tipo Brent – referência do mercado internacional – subia cerca de 1,2%, negociado a US$ 106.
Na mesma hora, o WTI – padrão nos EUA – valorizava 1,2%, a US$ 93 o barril.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo (11) que Ucrânia e Rússia concordaram com o que ele chamou de “cessar-fogo energético”.
“Com efeito imediato, está em vigor um CESSAR-FOGO ENERGÉTICO na guerra entre a Rússia e a Ucrânia.
As duas partes concordaram.
Não o violem!”, afirmou Trump em publicação nas redes sociais, sem dar mais detalhes.
Nesta segunda, porém, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, acusou a Rússia de violar o cessar-fogo, após um ataque contra uma usina termelétrica na cidade ucraniana de Kharkiv .
Zelensky pediu que Washington garanta o cumprimento de qualquer acordo por Moscou.
Os mercados também acompanham o acordo dos EUA para a compra de diesel da Rússia, anunciado por Trump na sexta-feira (9) para tentar contar a alta dos preços dos combustíveis .
Segundo o presidente norte-americano, o contrato prevê fornecimento imediato de mais de 300 mil toneladas de diesel ao mercado norte-americano e internacional.
Em publicação na Truth Social, Trump afirmou que a Rússia entregará mais 3 milhões de toneladas do combustível em um curto período, a depender das condições de suas refinarias.
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