Nível do sistema Cantareira mantém queda lenta e chega a 34,4% do volume total
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O volume do sistema Cantareira continua caindo de forma lenta e contínua , como é comum acontecer nesta época de inverno seco e de pouca chuva em São Paulo . No entanto, o calor acima da média e a baixa umidade relativa do ar tiveram um papel importante para que o nível caísse 0,9 ponto percentual em uma semana, dos 35,3% da última quinta-feira (13) para 34,4% nesta (20).
Em números absolutos, essa diferença representa 8,4 bilhões de litros de água que saíram do sistema e não foram recolocados.
Um fator que está ajudando na queda mais lenta do nível é o volume de chuvas. Segundo o portal dos Mananciais da Sabesp , no mês de agosto já houve 27,7 mm de precipitação nos reservatórios que compõem o Cantareira, enquanto a média histórica para o período é de 33,5 mm.
Em julho, a chuva já havia sido acima da média, o que deu um alívio no sistema e possibilitou a diminuição do tempo da GDN (Gestão de Demanda Noturna), ou seja, redução da pressão de água nos canos no período noturno.
Em 31 de julho, a Arsesp (Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo), seguindo recomendação do Comitê de Integração das Agências para a Segurança Hídrica, composto pela Arsesp e pela SP Águas, iniciou a redução da GDN de 10 para 8 horas em toda a região metropolitana da capital.
Segundo a Sabesp, desde agosto de 2025, a GDN já economizou cerca de 191 bilhões de litros de água até a quinta-feira (13), o equivalente ao consumo de aproximadamente 33 milhões de pessoas —mais de duas vezes a população da capital paulista— durante um mês.
Outro fator que tem ajudado o Cantareira é o aumento da transposição das águas do rio Jaguari, na bacia do rio Paraíba do Sul, que abastece parte do estado do Rio de Janeiro . Com autorização da ANA (Agência Nacional de Águas), o volume anual máximo de água passível de transposição da usina Jaguari para o reservatório Atibainha em 2026 passou de 162 hm³ (hectômetros cúbicos, ou 162 bilhões de litros) para até 268,28 hm³ (268,28 bilhões de litros), alta de 66%. A medida vale até 31 de dezembro.
Assim como o Cantareira, todos os outros seis sistemas (Alto Tietê, Cotia, Guarapiranga, Rio Claro, Rio Grande e São Lourenço) que compõem o SIM (Sistema Integrado Metropolitano) também estão em queda constante.
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Nesta quinta, o SIM está com 45,2% de sua capacidade, contra 46,2% sete dias antes, representando uma diminuição de um ponto percentual.
O sistema Cantareira representa metade do abastecimento da região metropolitana de São Paulo. Por isso, os órgãos responsáveis mantêm estudos constantes para manter sua resiliência hídrica e evitar o caos provocado pela grande crise dos anos de 2014 e 2015 , quando a Sabesp precisou captar a água do volume morto , uma reserva que fica abaixo das comportas da represa e, por isso, precisa ser puxada com bombas.
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