Vídeo mostra homem morto espancado no RJ saindo de casa com a bicicleta
Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Um vídeo obtido pelo UOL mostra o momento em que Cláudio Rafael Landeiro Moreira sai da sua casa em Botafogo, na zona sul, com a bicicleta que teria sido acusado de roubar. O homem morreu após ser espancado em Copacabana, também na zona sul, e a polícia apura se ele foi confundido com um ladrão , como acredita a família dele.
Vídeo mostra Cláudio saindo de casa por volta das 22h26, de 11 de agosto, em posse da bicicleta. Após abrir o portão, ele sai empurrando o veículo. Ele vivia com a mãe e duas irmãs na residência em Botafogo.
O advogado da família, Bryan Rojtenberg, disse ao UOL que o veículo é de uma das irmãs de Cláudio. Ele reforçou que as roupas usadas por Cláudio no vídeo são as mesmas que ele utilizava ao ser encontrado após o espancamento.
Uma das irmãs de Cláudio foi hoje ao local onde teria ocorrido as agressões. Ela buscava por câmeras de segurança de prédios e estabelecimentos que podem ter registrado o episódio. Rojtenberg contou que ela chegou a ver policiais civis no local, além de encontrar sangue e fios de cabelo que podem ser do irmão.
Segurança que teria iniciado as agressões contra Cláudio prestou depoimento na segunda-feira (17) e entregou a bicicleta que estava com a vítima à polícia, segundo Rojtenberg. O nome do homem não foi divulgado pelas autoridades, que também não informaram se já tem algum suspeito identificado, nem responderam se o equipamento foi devolvido.
Rojtenberg apontou que o segurança, que trabalharia informalmente na rua onde Cláudio foi abordado, nega tê-lo agredido e contou ter segurado a bicicleta porque acreditava que ela era fruto de algo ilícito. O segurança teria relatado, de acordo com o advogado da família de Cláudio, ter sido abordado por uma pessoa que afirmava ter suspeita sobre um rapaz, Cláudio, que estava com uma bicicleta e parado na frente de um bar. Diante da situação, o segurança decidiu abordar o homem. Às autoridades, o depoente não teria conseguido explicar o porquê de não ter chamado a polícia para resolver o caso.
A mãe e uma das irmãs do agredido também foram ouvidas pelas autoridades no mesmo dia. A irmã ratificou a propriedade da bicicleta em depoimento, ressaltou o defensor da família.
O homem morreu por traumatismo craniano e hemorragia interna, de acordo com a defesa da família. Ele chegou com costelas quebradas e vivo ao Hospital Municipal Miguel Couto, no bairro da Gávea, na zona sul do Rio, mas não resistiu.
Para a defesa, é fundamental que a polícia responsabilize individualmente a conduta de cada um dos envolvidos no caso. Rojtenberg solicitou que pessoas que tenham presenciado as agressões informem à polícia, visto que a área onde ocorreu o episódio é residencial.
Rojtenberg declarou que a mãe de Cláudio está indignada e que a família pede justiça.
Ele não merecia esse desfecho de jeito nenhum. Absolutamente nada disso justifica a brutalidade, a covardia, o exagero e fazendo uma justiça que não cabia a essas pessoas, ainda que fosse verdade [o roubo da bicicleta]. Você faz a prisão ou segura a pessoa, seja lá o que for, e chama a autoridade policial.
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