Sem falar de Messias, Alcolumbre vê 'retomada integral' do diálogo com Lula
Em um segundo encontro em duas semanas, o presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), relatou a aliados que vê a "retomada integral" do diálogo com o presidente Lula.
Um apoio eleitoral não está completamente fechado, mas a neutralidade do União Brasil no pleito nacional e a reaproximação entre os dois são apontadas como indicativos de que Alcolumbre possa estar em palanques com o petista.
Alcolumbre tem uma explicação para que a relação entre os dois fosse retomada de forma positiva: Lula não citou Jorge Messias nem a derrota do indicado ao STF (Supremo Tribunal Federal).
Segundo aliados do presidente do Senado, tanto no jantar da semana passada na casa do ministro Alexandre de Moraes como na reunião de hoje no Palácio da Alvorada, não teria havido nenhuma citação à situação que levou ao rompimento entre os dois.
Agora, Alcolumbre disse a Lula que está disposto a manter o diálogo institucional e a discutir as pautas relevantes para o Brasil.
Apesar disso, como mostrou o jornal Folha de S. Paulo , não houve nenhuma definição sobre o calendário do fim da escala 6 por 1 nem da PEC da Segurança Pública.
No caso das MPs de interesse do governo, como a do fim da taxa das blusinhas, a ideia é instalar as comissões para evitar que elas caduquem. Hoje, porém, não houve acordo na definição sobre quem assumiria os cargos de presidente e relator, e a decisão foi adiada para a próxima semana .
Há, no entanto, a expectativa de que seja aprovado o projeto de lei complementar que reduz a tributação sobre os combustíveis (PLP 114/2026). Ele deve passar na Câmara hoje e ser apreciado no Senado ainda nesta semana. Alcolumbre teria firmado o compromisso de destravar essa pauta.
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