SUS inclui teste para rastrear câncer colorretal
O SUS (Sistema Único de Saúde) incluiu em 10 de agosto de 2026 o FIT (teste imunoquímico fecal, na sigla em inglês) na tabela de procedimentos disponíveis aos pacientes da rede.
Portaria publicada no DOU ( Diário Oficial da União ) diz que o exame que pesquisa sangue oculto nas fezes será destinado exclusivamente ao rastreamento bienal de câncer colorretal em homens e mulheres assintomáticos, com idade de 50 a 75 anos.
O texto reforça que o procedimento não se destina à investigação diagnóstica de indivíduos sintomáticos ou com suspeita clínica de câncer.
Em maio, o Ministério da Saúde já havia anunciado a inclusão do teste em um novo protocolo para rastreamento do câncer colorretal.
Dados do órgão indicam que o FIT apresenta sensibilidade de 85% a 92% para identificar possíveis alterações.
Além disso, o procedimento pode ampliar o acesso de mais de 40 milhões de brasileiros à prevenção e à detecção precoce da doença.
Atualmente, o câncer colorretal é o 2º tipo de câncer mais frequente no Brasil, excluindo os tumores de pele não melanoma.
A estimativa do Inca (Instituto Nacional de Câncer) para cada ano do triênio 2026-2028 é de 53.800 novos casos de câncer colorretal no Brasil.
Entenda O FIT é um exame de fezes que detecta pequenas quantidades de sangue oculto, invisíveis a olho nu, que podem ser sinal de pólipos, lesões pré-cancerígenas ou câncer no intestino.
Diferentemente dos exames antigos de sangue oculto nas fezes, o FIT usa anticorpos específicos para identificar sangue humano, o que aumenta a precisão do teste.
O paciente recebe um kit para coleta em casa.
Depois, o material é enviado para análise laboratorial.
Caso o resultado detecte sangue oculto, o paciente será encaminhado para exames complementares.
Entre as principais vantagens do exame FIT listadas pelo ministério estão: não exige preparo intestinal; não precisa de dieta restritiva antes da coleta; pode ser feito com apenas uma amostra; é menos invasivo; tem maior adesão da população.
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