Cepa de sarampo que circula em São Paulo veio dos EUA e Canadá, diz ministro
O ministro da Saúde Alexandre Padilha disse neste sábado, 15, que a cepa do sarampo atualmente em circulação em cidades do estado de São Paulo veio dos Estados Unidos e do Canadá, países que enfrentam surtos da doença desde o ano passado.
Segundo o Ministério da Saúde , nos meses de junho e julho, foram confirmados 21 casos de infecção pelo vírus altamente contagioso nos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo .
Padilha esteve em uma ação de vacinação na AMA UBS Jardim Castro Alves, unidade de saúde localizada no bairro do Grajaú, na zona sul da capital paulista, e falou sobre a situação da doença em São Paulo.
“A cepa que circula aqui em São Paulo veio dos Estados Unidos e do Canadá, é o mesmo genótipo dessa cepa, e essa ação firme do SUS ( Sistema Único de Saúde ) local de vacinar e orientar as pessoas vai vencer essa batalha”, afirmou Padilha.
De acordo com o ministério, dos 21 episódios da doença, 18 foram na capital, dois em São Bernardo do Campo e um em Guarulhos.
Nas cidades afetadas, a vacinação foi ampliada de forma temporária para a população de 6 meses a 59 anos com o objetivo de evitar a circulação e a transmissão do vírus.
Continua após a publicidade “Para reforçar a resposta, o Ministério da Saúde destinou 3,2 milhões de doses da vacina tríplice viral para o reforço do abastecimento, garantindo a continuidade da vacinação contra o sarampo”, informou, em nota, a pasta.
Contenção do sarampo Padilha relembrou que o Brasil recebeu de volta a certificação de país livre do sarampo em 2024 e que, no ano passado, apesar do registro de 38 casos importados, não ocorreram surtos.
O objetivo é manter o status com a vacinação da população.
“Queremos manter São Paulo, o estado de São Paulo e o Brasil livres do sarampo”, afirmou o ministro.
Segundo ele, trabalhos para manter a população informada sobre a importância da imunização estão sendo realizados.
Continua após a publicidade “Infelizmente, hoje existem aqueles movimentos antivacina, movimentos que espalham mentiras sobre vacinas e que tentam gerar insegurança na população.
E esse trabalho diário, seja na unidades de saúde, de abrir horários alternativos, da orientação dos profissionais, mas também a nossa orientação na comunicação e nas redes sociais, é fundamental.” Surto de sarampo nas Américas O sarampo está em alta na região das Américas, o que levou a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) a pedir que os países intensifiquem a vacinação.
Até 18 de julho, segundo balanço divulgado na semana passada, a região registrou 47.459 casos confirmados e 44 mortes .
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