Sem filhos e sem culpa: festa em Salvador convida mães a se divertirem
A chegada da maternidade na vida de uma mulher pode representar muitas coisas: entender uma nova e intensa forma de amar, se preocupar, cuidar, e se conectar com uma extensão de si mesma que logo estará caminhando sozinha mundo afora.Com todas as responsabilidades atreladas ao tornar-se mãe, é bastante comum que o peso da rotina faça com que mulheres esqueçam de um fator imprescindível no ato de maternar, que são elas mesmas.
O termo “burnout materno” ou “burnout parental” já é discutido acadêmica e socialmente, embora ainda com pouca visibilidade, mas com um impacto forte e real na realidade de diversas famílias.Ver esse cenário e não agir de alguma maneira não foi uma opção para Rachel Moreira, mentora de mulheres, que criou o “Mainha’s Party”, uma festa que tem como temática central a diversão sem função, e que terá sua segunda edição no dia 17 de outubro em Salvador.Um dia de música, conversas, comidas, drinks e interações para abstrair as preocupações diárias, mas que vai muito além disso, é sobre o resgate do espaço próprio e da autonomia feminina.Rachel também é mãe, mas a sua relação com essa pauta é anterior ao evento.
Formada em engenharia pela Uneb e com experiência na área de gestão de projetos, ela conta que enxerga as mulheres da sua família como à frente de seu tempo, e que desde muito cedo ela se posiciona e se firma dentro dessa questão.“A minha história começa pelo fato de que eu venho de uma família muito matriarcal.
Eram muitas mulheres na minha família.
Então, para mim, esse lugar de protestar, de reivindicar espaço, já vem do sangue.
Não tem como, era quase inevitável a gente ser diferente nesse lugar de olhar para a autonomia da mulher.
Isso aí já vem de berço”, relata. empreendedora Rachel Moreira - Foto: Carol Rehem | Divulgação DescontraçãoComo alguém que afirma sempre ter gostado de fazer movimentos e reunir pessoas, quando a maternidade chegou em sua vida e ela começou a perceber como esse momento pode trazer consigo uma sobrecarga, Rachel passou a olhar para as amigas e vizinhas que também eram mães e se mover para realizar momentos de descontração sem preocupação.
No início eram mais informais, na casa de alguém, com conversas que entravam pelas madrugadas e incluíam idas ao cinema e clubes do livro.Rachel criou uma grande rede entre mães-amigas e um dia deparou-se com um clube de mães na Europa.
Foi quando a ideia estalou em sua cabeça, e então ela decidiu ampliar os encontros para algo maior e que pudesse possibilitar a “diversão sem função” para outras mulheres também.“O meu desejo partia de um lugar de observar a sobrecarga, a culpa de tantas mulheres.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em atarde.com.br — o conteúdo pertence a A Tarde.