Bets seguem proibidas após decisão de Fux que convoca audiência no STF
A tentativa das empresas de apostas de voltar a operar no Brasil sofreu um novo revés nesta segunda-feira (26).
O ministro Luiz Fux , do Supremo Tribunal Federal (STF), manteve em vigor a medida provisória do presidente Lula (PT) que proíbe as bets e convocou uma audiência com representantes do governo, do setor e de clubes de futebol.
O encontro está marcado para 3 de novembro, às 10h .
A decisão mantém suspensas as atividades de apostas esportivas e cassinos online, incluindo o chamado jogo do tigrinho, enquanto o Supremo analisa os questionamentos apresentados pelas empresas.
O principal impasse envolve os prejuízos alegados pelo setor e a proteção das famílias brasileiras contra o endividamento e a dependência em jogos.
A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) tenta derrubar a proibição e recuperar a validade das autorizações concedidas anteriormente pelo governo federal.
As empresas pagaram R$ 30 milhões por autorização para atuar no mercado brasileiro.
Agora, alegam insegurança jurídica e risco de migração dos apostadores para plataformas clandestinas.
A medida também atingiu os contratos de patrocínio do futebol.
Clubes que dependiam de recursos das bets passaram a contestar os efeitos econômicos da proibição.
A audiência convocada por Fux pretende discutir essas consequências e avaliar a possibilidade de entendimento entre as partes.
Governo aponta danos à saúde e às famílias A Advocacia-Geral da União (AGU) defende a manutenção da medida provisória e argumenta que a regulamentação anterior não oferecia proteção suficiente à saúde e à dignidade humana.
Dados apresentados pelo órgão mostram que os atendimentos do Sistema Único de Saúde (SUS) relacionados ao jogo patológico cresceram 140% entre 2018 e 2025 .
A proibição foi anunciada por Lula em 25 de setembro, acompanhada de medidas de renegociação de dívidas.
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