Renan Santos chama decisão de Toffoli de 'perseguição'
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O candidato à Presidência Renan Santos (Missão) afirmou, em vídeo publicado nesta segunda (31) em suas redes sociais, que vai recorrer da decisão do ministro Dias Toffoli , do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), que determinou a suspensão cautelar de sua propaganda eleitoral digital e de sua participação em debates e sabatinas.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Renan disse que a decisão é "ilegal e persecutória" e relacionou a medida às manifestações que convocou nos últimos meses, que fizeram críticas ao ministro em meio às discussões sobre o escândalo do Banco Master .
"Curiosamente, eu convoquei também quatro manifestações nesse último ano contra o senhor Dias Toffoli, contra o envolvimento não apenas dele, mas de todas essas pessoas no escândalo do Banco Master. As manifestações tomaram as ruas de São Paulo quatro vezes. O nome do Dias Toffoli foi mencionado e cartazes foram feitos. Todas essas vezes, eu estou pagando o preço por ter defendido o que eu defendi", afirma.
Renan disse ainda que a suspensão ocorreu por um "problema técnico" no registro das candidaturas e disse que outros candidatos teriam enfrentado situação semelhante. "Falar que minhas redes foram suspensas porque eu estou ‘abusando do poder econômico’ por conta de um problema técnico que centenas de outros candidatos também tiveram durante o registro das candidaturas chega a ser absurdo", afirmou.
Em outra publicação, ele exibiu uma montagem de seu rosto com uma tarja que lê "Censurado" e com a música "Cálice", composta por Chico Buarque e Gilberto Gil durante a ditadura militar.
A decisão de Toffoli, tomada no domingo (30), determinou a suspensão da propaganda digital de Renan em perfis que não teriam sido informados à Justiça Eleitoral no prazo estipulado. A medida também suspendeu a participação do candidato em debates em rádio, televisão, podcasts e outros meios, além dos repasses de recursos do FEFC (Fundo Especial de Financiamento de Campanha) à chapa.
A apuração da Folha mostrou que a omissão das contas de Renan abriu uma brecha para que seus perfis continuassem sujeitos às recomendações algorítmicas enquanto os canais de adversários já estavam submetidos ao filtro.
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