MPE arquiva apuração, mas caso de motorista de Haddad segue na polícia
O Ministério Público Eleitoral paulista (MPE) descartou arquivou a denúncia de intimidação feita pela campanha do candidato ao governo do estado Fernando Haddad (PT) durante uma suposta abordagem ao motorista do candidato, ocorrida no último dia 11.
O inquérito sobre o caso continua em andamento na Polícia Civil de São Paulo .
Apesar de arquivar o caso por falta de competência eleitoral, o procurador Paulo Taubemblatt refutou que a tese da PM de coincidência é inverossímil.
“O exame crítico dos elementos fáticos e cronológicos afasta por completo a verossimilhança de uma ‘mera coincidência’ no patrulhamento ordinário.
Mostra-se inverossímil que, em um interregno de apenas 44 minutos e em um raio geográfico estreito, duas guarnições distintas do Programa de Força Tática […] tenham estabelecido sucessivos contatos visuais e abordagens atípicas com os mesmos representantes e com o mesmo veículo Ford Fusion”, disse.
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Ao todo, três viaturas passaram pelo carro de Haddad.
Os dados telemáticos e relatórios das viaturas que apresentados pelas autoridades apontaram inconsistências que sustentam a alegação de perseguição contínua.
A viatura apontada na abordagem inicial já estava recolhida em sua base operacional às 21h56.
O motorista de Haddad só chegou ao hotel às 21h58, ou seja, dois minutos após a primeira viatura já estar estacionada em sua base, já a viatura que cruzou com o veículo no hotel passou pelo local apenas às 22h24, e o motorista de Haddad saiu de forma autônoma dois minutos depois, sem ser seguido.
Uma terceira viatura só entrou na rua do hotel às 22h38, 12 minutos após a partida do Ford Fusion, inviabilizando qualquer contato.
Inquérito da Polícia Civil continua O advogado Thiago Rocha, que representa o motorista de Haddad, apresentou às autoridades uma perícia que corrobora a versão do motorista do candidato na qual os policiais estacionaram o carro mais à frente, contradizendo o que disse o governador Tarcísio de Freitas logo após o ocorrido.
As imagens foram analisadas antes do parecer do MPE.
Haddad afirmou que o laudo validou a versão apresentada pelo motorista.
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