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Economia

O que aconteceu depois da “excelente química” entre Lula e Trump em 2025

InfoMoney ·
O que aconteceu depois da “excelente química” entre Lula e Trump em 2025

O rápido encontro entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump nos corredores da Assembleia Geral da ONU, em setembro de 2025, durou poucos minutos, mas mudou a dinâmica de uma relação que até então acumulava crises sem diálogo direto entre os presidentes.

Naquele momento, Brasil e Estados Unidos atravessavam uma de suas fases mais tensas em décadas.

Trump havia imposto tarifas de 50% sobre parte dos produtos brasileiros e associado as medidas ao tratamento dado no Brasil ao ex-presidente Jair Bolsonaro, posteriormente condenado por tentativa de golpe.

Lula reagia acusando Washington de interferência em assuntos internos e defendendo que o país responderia às medidas comerciais.

Foi depois do discurso de Lula na ONU, em que o brasileiro criticou tarifas, sanções e restrições de vistos, que os dois se cruzaram.

Trump saiu do encontro dizendo que os dois haviam tido uma “excelente química” e anunciou que pretendia voltar a conversar com Lula.

A declaração teve efeito imediato sobre os mercados brasileiros: o real avançou cerca de 1% e o Ibovespa chegou a um recorde naquele pregão.

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A importância daquele encontro esteve menos no conteúdo da conversa e mais na abertura de um canal pessoal.

Até então, a relação era conduzida principalmente por auxiliares, com forte escalada retórica dos dois lados.

Depois da conversa em Nova York, Lula e Trump passaram a manter contatos diretos e autorizaram seus governos a avançar em negociações.

Esse canal, porém, não impediu novos conflitos.

Em 2026, Washington voltou a anunciar tarifas contra produtos brasileiros, desta vez com medidas de 25% e 12,5% sobre diferentes grupos de mercadorias.

As decisões passaram a atingir 23,1% das exportações brasileiras, segundo cálculos do governo .

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