Empresas chinesas fizeram quase 190 milhões de consultas ao Claude para treinar suas próprias IAs, diz Anthropic
Em apenas três meses, Claude processou cerca de 190 milhões de consultas para campanhas de destilação de modelos de cinco empresas chinesas de IA.
Uma única campanha, atribuída à Alibaba pela Anthropic, gerou mais de 151 milhões de interações, tornando-se o incidente de maior escala já detectado pela empresa americana de IA.
A Anthropic relatou que Alibaba, Moonshot, DeepSeek, Zhipu e Xiaomi realizaram coletivamente quase 190 milhões de ataques de destilação contra Claude entre maio e julho de 2026.
O objetivo dessa atividade era extrair dados de um modelo avançado de IA para treinar e aprimorar outros modelos.
A destilação de modelos não é uma técnica ilegal.
É uma prática comum na indústria de IA, onde um modelo mais poderoso gera dados ou resultados para auxiliar no treinamento de um modelo menor.
O problema, segundo a Anthropic, reside em como as empresas supostamente usaram essa técnica com Claude, incluindo a criação de milhares de contas falsas, o uso de serviços intermediários e a geração de consultas massivas para coletar informações sobre as capacidades do modelo.
O Alibaba detém a maior parte da escala.
Dentre as campanhas descobertas pela Anthropic, a da Alibaba é o caso mais notável.
A Anthropic relatou que contas vinculadas ao Alibaba geraram mais de 151 milhões de transações com Claude em três meses.
Essa atividade foi realizada por meio de mais de 3.500 contas que a Anthropic identificou como fraudulentas, com o tráfego chegando, em alguns momentos, a quase 3 milhões de transações por dia.
O ponto relevante não é apenas o número.
A Anthropic alega que essas contas foram usadas para instruir Claude a gerar sequências de inferência e habilidades de resolução de problemas, e então os dados obtidos foram usados para treinar os modelos Qwen da Alibaba.
Se essa acusação for verdadeira, Claude não está mais sendo usado apenas como uma ferramenta convencional de IA.
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