Lula, Flávio e Cury não têm ajuste capaz de conter dívida, diz economista
Os candidatos à Presidência mais bem colocados na pesquisa PoderData não detalharam em seus planos de governo medidas capazes de produzir um ajuste fiscal suficiente para conter a trajetória da dívida pública, segundo o economista e analista político Pedro Menezes .
Em entrevista ao PoderDataCast , podcast do Poder360 , na 5ª feira (10.set.2026), ele avaliou as propostas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro (PL) e Augusto Cury (Avante).
Assista ao trecho da entrevista: (6min15s): Lula pretende manter o arcabouço fiscal.
Para Menezes, a regra não impede um ajuste das contas públicas.
Ao contrário, ele considera “ mais razoável” continuar com a regra fiscal.
O problema, na avaliação do economista, é a falta de especificidade sobre as medidas que acompanhariam o arcabouço.
O presidente não cita um programa de corte de gastos.
O equilíbrio dos gastos viria do aumento da arrecadação.
O plano de governo dele cita o crescimento econômico e aumento de impostos para os mais ricos como os seus principais pilares.
Já Flávio apresenta um discurso de cortes com o chamado “tesouraço” .
O candidato quer diminuir a máquina pública.
A campanha, porém, não detalha quais despesas seriam cortadas e o quanto elas resultariam em economia para a União.
Augusto Cury fala em ajuste fiscal com o uso de inteligência artificial na administração pública e taxação das apostas esportivas.
Menezes considera que essas propostas não têm, isoladamente, impacto suficiente para enfrentar o desequilíbrio das contas.
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