Alemanha identifica extremista suspeito de matar judeus há 50 anos
Mais de cinco décadas após um dos ataques antissemitas mais graves ocorridos na Alemanha no período pós-guerra, autoridades de Munique afirmam ter identificado o principal suspeito pelo incêndio criminoso que matou sete pessoas em um asilo judaico .
O ataque aconteceu em 13 de fevereiro de 1970 e vitimou cinco homens e duas mulheres, todos sobreviventes do Holocausto.
Segundo a polícia e o Ministério Público de Munique, o suspeito era um alemão ligado a grupos de extrema direita e conhecido por posições antissemitas.
Ele tinha 25 anos quando o incêndio aconteceu e morreu em 2020.
Por esse motivo, embora os investigadores considerem que chegaram a uma conclusão sobre sua autoria, não haverá julgamento nem responsabilização penal.
O incêndio foi provocado em uma casa de repouso localizada no centro de Munique.
De acordo com a investigação, uma mistura de gasolina teria sido espalhada em diferentes pontos da única escadaria de madeira do prédio e incendiada.
As chamas se espalharam rapidamente pelos andares superiores, provocando a morte de sete moradores, com idades entre 59 e 71 anos.
Outras 15 pessoas ficaram feridas, quatro delas em estado grave.
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A investigação foi retomada em abril de 2025, após uma testemunha procurar a polícia com novas informações consideradas confiáveis.
A pessoa afirmou que o suspeito mantinha contato próximo com um de seus parentes na década de 1970.
Depois da morte desse familiar, a testemunha decidiu revelar o que sabia.
Os investigadores então revisaram documentos antigos e ouviram pessoas que tinham ligação com o homem apontado como autor do ataque.
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