Futuro do trabalho: IA exige novo modelo de descrição de cargos e funções
A descrição de cargo como documento central da organização do trabalho está sob pressão direta da inteligência artificial (IA).
Levantamentos do Fórum Econômico Mundial, da Microsoft e da Deloitte convergem no mesmo diagnóstico: o modelo atual de job description não acompanha o ritmo de transformação imposto pela tecnologia.
Para o diretor executivo da Groovia , Bruno Pinheiro , consultoria especializada em implementação de IA em grandes empresas, a mudança já está em curso.
“Hoje a gente trabalha com job description , e em alguns meses não vai ser mais assim.
O líder deixa de executar o plano e passa a orquestrar pessoas e agentes”, afirma.
Leia também: Google compra 396 MW de energia geotérmica da Fervo Energy Competências mudam antes dos cargos O ponto de partida do argumento está nos números.
O relatório Future of Jobs 2025 , do Fórum Econômico Mundial, projeta que 39% das competências exigidas dos profissionais vão mudar até 2030.
Um documento de cargo redigido hoje nasce, portanto, com parte de sua própria descrição já ultrapassada.
A ruptura, no entanto, antecede a IA.
Pesquisa da Deloitte realizada em 2022 com 1.246 executivos e trabalhadores identificou que 63% do trabalho executado nas empresas já acontecia fora da descrição formal de cargo.
“A tecnologia acelera essa mudança, mas o desafio é redesenhar papéis e responsabilidades para uma operação em que pessoas e agentes dividem a execução”, diz Pinheiro.
A chegada dos agentes de IA ao organograma acelera esse desgaste.
No Work Trend Index 2025 , produzido pela Microsoft em parceria com o LinkedIn , 82% dos líderes afirmam que pretendem incorporar trabalhadores digitais às equipes nos próximos 12 a 18 meses.
O mesmo estudo registra que 46% das organizações já usam agentes para automatizar fluxos de trabalho inteiros.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em itforum.com.br — o conteúdo pertence a IT Forum.