Häagen-Dazs se despede do Brasil em meio à expansão do setor de sorvetes no país
A despedida a Häagen-Dazs do Brasil ocorre em um momento em que o mercado de sorvetes premium no país cresce de forma robusta, em ritmo acima do registrado globalmente.
O país soma mais de 11 mil empresas no setor de sorvetes e gelatos.
Juntas, elas superam R$ 14 bilhões em faturamento por ano, segundo dados da Associação Brasileira das Indústrias e do Setor de Sorvetes (Abis).
É um mercado que avança acima da média nacional, segundo Fernando Cardoso, sócio-diretor da consultoria especializada Gouvêa Foodservice: — As vendas no mercado de sorvetes sobem 4% ao ano no mundo, enquanto as de sorvetes premium avançam de 8% a 10%, segundo a Nielsen.
E o Brasil está crescendo acima dessa média — diz o consultor.
A americana General Mills, dona da marca Häagen-Dazs afirmou que a decisão de encerrar as operações no Brasil está ligada à reformulação de seu portfólio no país.
Esse movimento teve início em março, quando foi anunciada a venda das marcas Yoki e Kitano para a 3corações por R$ 800 milhões.
“A marca Häagen-Dazs não será mais distribuída no Brasil, devido a um plano de reformulação de portfólio da General Mills, anunciado em março de 2026”, disse a General Mills em nota, sem fornecer outros detalhes ou justificativas.
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A transação, informou a companhia, em março, além de colaborar para aumentar a margem de lucro operacional, reforça o foco das operações internacionais em suas “plataformas globais prioritárias, incluindo sorvetes superpremium, comida mexicana, barras de snacks e alimentos para animais de estimação.” A Häagen-Dazs chegou ao Brasil no fim dos anos 1990.
E, na sequência, chegou a abrir uma rede de lojas concentrada principalmente em São Paulo e Rio, que foi fechada menos de dez anos atrás.
Guinada no setor de sorvetes Há dois elementos por trás da decisão da General Mills, avalia Fernando Cardoso, da Gouvêa Foodservice.
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